Com a chegada do fim de ano, uma velha expectativa volta a circular entre milhões de brasileiros que dependem do Bolsa Família: a possibilidade do pagamento de um 13º benefício, nos moldes do tradicional 13º salário.
A dúvida ganhou força nas redes sociais nas últimas semanas, com publicações e vídeos afirmando que o governo federal liberaria um pagamento extra em dezembro.
Diante da rápida disseminação dessas informações, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) veio a público esclarecer a situação.
Gov.BR faz comunicado urgente sobre o 13º do Bolsa Família
De acordo com o comunicado oficial, não haverá pagamento de um 13º do Bolsa Família em 2025, assim como não houve em anos anteriores. O governo reafirma que o programa, em sua atual configuração, não prevê esse tipo de benefício adicional.
A única vez em que um pagamento extra foi realizado ocorreu em 2019, durante o governo anterior, em caráter pontual. Desde então, nem mesmo durante os anos mais críticos da pandemia, essa medida foi retomada.
O MDS destaca que, em vez de um 13º eventual, o Bolsa Família passou por uma reformulação profunda a partir de 2023.
O novo modelo prioriza um repasse mensal mais justo e adaptado à realidade de cada família. Com isso, o valor mínimo garantido atualmente é de R$ 600, podendo ser acrescido de valores extras conforme a composição familiar.
Crianças de até seis anos garantem um adicional de R$ 150, enquanto gestantes, nutrizes (mães que amamentam) e jovens de 7 a 17 anos incompletos geram um acréscimo de R$ 50 por pessoa.
O governo federal argumenta que essa estrutura garante uma renda contínua, personalizada e mais eficaz do que um pagamento único ao fim do ano. Por isso, reforça que não há planos de criar um 13º para o Bolsa Família, tampouco há previsão legal para tal medida.
Quem recebe o Bolsa Família em 2025?
Para ter direito ao benefício, a família precisa comprovar renda mensal de até R$ 218 por pessoa.
Além disso, é necessário cumprir condicionalidades como manter crianças e adolescentes na escola, manter a vacinação em dia e realizar o acompanhamento de saúde, especialmente para gestantes e crianças.
O cadastro deve ser feito presencialmente em um CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) da cidade onde a família reside.
É fundamental apresentar documentos de todos os membros da casa, como CPF, RG, comprovante de residência e, se possível, de renda.
Após a análise e aprovação, o benefício começa a ser pago em cerca de 45 a 60 dias.





