Recentemente, o mundo se surpreendeu com os protestos que tomaram conta das ruas de Katmandu, capital do Nepal, nos quais grupos majoritariamente jovens decidiram manifestar violentamente sua insatisfação contra o governo.
E de acordo com o que foi divulgado pela imprensa internacional, fatores como a proibição governamental de plataformas de mídia social, corrupção generalizada e a desigualdade social foram citados como as principais motivações para os protestos.
Vale destacar que o Nepal enfrenta instabilidade política e econômica desde a década de 1990, quando uma guerra civil que durou cerca de uma década resultou na abolição da monarquia, em 2008, e se tornou uma república democrática multipartidária, assim como o Brasil.
Com isso, governos de esquerda conquistaram grande apoio popular devido à promessas de reformas sociais profundas. No entanto, com o tempo, essas promessas foram sendo cada vez menos cumpridas.
E através da recente revolta, a população nepalesa finalmente conseguiu expressar de maneira clara sua insatisfação com a situação política e econômica do país, resultando na chance de levantar o país por vias distintas.
Protestos no Nepal resultaram na renúncia de ministros
Na última terça-feira (9), o primeiro-ministro nepalês, Khadga Prasad Oli, anunciou sua renúncia através de uma carta, na qual falou sobre a “situação extraordinária” vivida pelo país. Ele fazia parte do Partido Comunista do país.
Logo após seu afastamento, ele utilizou seu perfil no Instagram para pedir calma aos seus mais de 700 mil seguidores. “Querida Geração Z, a renúncia dos seus opressores na política já aconteceu! Agora, por favor, tenham paciência”, disse ele (via g1).
Posteriormente, outros ministros, como o da Agricultura, Saúde e do Interior, também anunciaram que estavam deixando seus cargos por conta da escalada de violência.
Como fica a situação política do Nepal?
Até o momento, o Nepal continua sob a liderança do presidente de centro-esquerda Ram Chandra Poudel, mas ainda não está definido quem substituirá Oli. No entanto, os manifestantes parecem ter um favorito para assumir o cargo de primeiro-ministro do país.
Trata-se do ex-rapper e compositor Balendra Shah, de 35 anos, que se tornou prefeito de Katmandu após uma campanha para limpar ruas e rios da cidade. Atualmente, diversas campanhas online defendem sua candidatura.





