Ao longo de muitos anos, as transações financeiras ocorreram com prazos de compensação definidos e, frequentemente, mediante cobrança de tarifas. Contudo, a partir de outubro de 2020, foi iniciada uma verdadeira revolução no sistema bancário.
Isso porque, nesta data, o Banco Central do Brasil (BC) disponibilizou o Pix, seu mais recente sistema de transferência monetária e pagamento eletrônico que ganhou destaque por sua rapidez, sendo capaz de realizar transações imediatas em qualquer horário.
Como se isso já não fosse suficiente, a modalidade também se popularizou por permitir que pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs) realizem transferências gratuitas sem limite, enquanto pessoas jurídicas arcam com taxas muito mais confortáveis.
E de acordo com uma estimativa do Movimento Brasil Competitivo (MBC), entidade que reúne líderes empresariais e civis para promover soluções que visam impulsionar o desenvolvimento econômico do Brasil, desde seu lançamento, o Pix já gerou uma economia de R$ 106,7 bilhões a empresas e consumidores.
Além disso, o estudo ainda revelou que este montante pode subir ainda mais, pois mais R$ 40,1 milhões estão previstos para ser economizados até 2030. Com isso, os benefícios da ferramenta foram exaltados novamente.
Por que o Pix não tem taxa?
Conforme mencionado anteriormente, o Pix permite a realização de transações gratuitamente, e isso foi possível por conta de diversos fatores. Um dos principais inclui a utilização da infraestrutura existente do Sistema Financeiro Nacional, o que reduz custos operacionais para bancos e instituições financeiras.
Além disso, o Pix é um pagamento feito por “push”, no qual o dinheiro transita diretamente entre contas sem a necessidade de intermediários, sendo possível assim eliminar custos adicionais.
Vale lembrar que, ao contrário dos cartões, o Pix não cobra taxas de bandeira, comissões interbancárias nem tarifas de adquirentes, o que por sua vez também foi crucial para acabar com custos nas transações.





