A Petrobras, maior estatal do Brasil, anunciou estar preparada para oferecer ao mercado um diesel com 25% de biodiesel em sua composição, antecipando-se às exigências legais previstas para os próximos anos.
A declaração foi feita pela presidente da companhia, Magda Chambriard, durante um evento sobre descarbonização do setor de transportes realizado em Brasília.
O anúncio sinaliza um movimento estratégico da empresa comandada pelo estado brasileiros rumo a uma matriz energética mais limpa, mesmo antes da obrigatoriedade estabelecida pela legislação nacional.
Estado brasileiro se antecipa à lei e traz diesel com 25% de biodiesel
Segundo Chambriard, a Petrobras já possui capacidade técnica para produzir um diesel contendo até 10% de conteúdo vegetal com estabilidade e desempenho compatíveis com os padrões atuais.
Ela destacou que a diferença entre o diesel comum e o novo produto só é perceptível por meio de análise com carbono-14, método usado para identificar a origem dos componentes do combustível.
A fala da executiva reforça o compromisso da estatal com a transição energética e a redução de emissões de gases do efeito estufa.
O biodiesel, que é produzido a partir de óleos vegetais ou gorduras animais, tem se consolidado como uma alternativa viável ao diesel fóssil.
Sua queima emite menos poluentes e, ao ser misturado ao diesel convencional, contribui para a diminuição da pegada de carbono do setor de transportes, um dos principais emissores no país.
A meta de chegar a 25% de biodiesel no diesel representa um avanço significativo nesse processo de substituição parcial de combustíveis fósseis por fontes renováveis.
Brasil já adota 15% de biodiesel no diesel
Atualmente, o Brasil adota uma mistura obrigatória de 15% de biodiesel no diesel comercializado (chamada B15), índice que vem sendo ampliado gradualmente desde 2019.
A legislação vigente, por meio da chamada Lei do Combustível do Futuro, estabelece que esse percentual aumente em um ponto percentual ao ano até 2030, alcançando 20% (B20).
A partir de então, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) poderá autorizar a elevação até o limite de 25%, desde que haja viabilidade técnica e segurança regulatória.
Apesar de o índice de 25% ainda não ser uma obrigação legal, a Petrobras demonstra que já está tecnologicamente preparada para atender essa demanda futura.
A iniciativa pode acelerar discussões regulatórias e servir como modelo para outras empresas do setor, fortalecendo a posição do Brasil como referência em combustíveis sustentáveis.





