Na última terça-feira (14), a GOL Linhas Aéreas surpreendeu os consumidores com o anúncio de uma nova tarifa, que por sua vez, tornou possível a comercialização de passagens internacionais com valores reduzidos.
Trata-se da modalidade Basic, que é baseada em um modelo com a mesma nomenclatura já utilizado pela companhia Latam Airlines, e agora, está disponível para clientes da GOL em voos selecionados.
Os preços reduzidos da nova tarifa têm relação direta com as restrições de bagagem, já que a categoria Basic autoriza apenas o transporte de uma mochila ou bolsa de até 10 kg, compatível com o espaço sob o assento do passageiro.
Sendo assim, ao escolher passagens nessa modalidade, os clientes deixam de ter direito tanto à tradicional bagagem de mão no compartimento superior da cabine quanto à mala despachada.
Diante disso, especialistas enfatizam a importância de observar atentamente as condições impostas pela companhia no ato da compra, uma vez que o descumprimento pode gerar sérios transtornos na hora de embarcar.
Nova tarifa se torna alvo de controvérsias
Embora tenha sido criada com a proposta de oferecer passagens a preços mais baixos, a tarifa Basic tem sido alvo de divergências entre especialistas e órgãos de defesa do consumidor. Para o Procon de São Paulo, por exemplo, a modalidade é válida, desde que siga o que determina o Código de Defesa do Consumidor (CDC), que exige transparência e proíbe práticas abusivas.
Em contrapartida, profissionais como o advogado Igor Lodi Marchetti, do Instituto de Defesa dos Consumidores (Idec), avaliam que a tarifa representa uma flexibilização excessiva e contribui para a precarização das condições de transporte aéreo, comprometendo direitos já consolidados dos passageiros.
Ainda assim, a modalidade segue em vigor e pode, inclusive, se tornar uma tendência entre as companhias aéreas. Desta forma, caberá ao consumidor avaliar se as condições oferecidas serão compatíveis com o perfil e as demandas da sua viagem.





