Por conta de fraudes bilionárias que prejudicaram beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Congresso Nacional deu criou uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para tentar reparar danos e penalizar os culpados.
E entre os principais pontos analisados pela comissão, destaca-se a investigação de empréstimos consignados fraudulentos, contratados sem o consentimento de aposentados e pensionistas, que acabaram resultando em prejuízo direto à renda mensal dos beneficiários.
O tema deve assumir protagonismo na próxima fase da CPMI, que terá início no próximo ano. Contudo, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), apresentou uma medida emergencial destinada a amenizar os impactos do caso enquanto as investigações avançam.
Em suas redes sociais, o parlamentar solicitou a adoção de uma suspensão temporária de até seis meses nos descontos dos consignados, ressaltando se tratar de uma medida de proteção, e não um privilégio.
Viana também afirmou que encaminhará aos órgãos competentes, como o Banco Central, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e o INSS, todas as informações preliminares que a CPMI já levantou sobre as irregularidades para possibilidar avanços. Contudo, ainda assim, defendeu a adoção da medida para garantir uma resposta imediata à população afetada.
Rombo dos consignados pode chegar a valores absurdos
A CPMI também tem se empenhado para aprovar, ainda em dezembro, requerimentos relacionados aos créditos consignados, que permitirão a quebra de sigilos bancários e financeiros no começo do próximo ano e possibilitarão que as investigações sobre o tema sejam iniciadas o quanto antes em 2026.
E vale destacar que não faltam motivos para o senso de urgência, já que segundo parlamentares como o senador Izalci Lucas (PL-DF), o rombo causado pelos consignados pode ser ainda maior do que o dos descontos associativos (via Gazeta do Povo).
De acordo com Viana, caso o planejamento seja executado conforme previsto, a análise dos consignados poderá ocorrer entre fevereiro e março de 2026. Além de assegurar a restituição de valores, a CPMI também pretende continuar promovendo o indiciamento dos suspeitos envolvidos nas fraudes.





