Em uma declaração recente que chamou atenção do setor de mobilidade, o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, afirmou que o trabalho de motorista de aplicativo pode desaparecer nos próximos anos.
Para ele, o avanço das tecnologias de inteligência artificial e dos veículos autônomos deve transformar o transporte por app a ponto de reduzir de forma significativa a necessidade de motoristas humanos.
Segundo o executivo, as máquinas devem dominar o mercado de corridas em menos de 20 anos, e por isso, atuais motoristas devem se preparar para a mudança no mercado.
CEO da Uber diz que motoristas de aplicativos podem sumir
Khosrowshahi explicou que os sistemas autônomos estão sendo treinados com quantidades gigantescas de dados, algo impossível de replicar com experiência humana. Na visão dele, isso permitirá que carros guiados por IA tomem decisões mais seguras e consistentes.
O argumento central é simples. Uma máquina não se cansa, não se desconcentra e consegue processar informações em escalas muito superiores às de qualquer pessoa.
O CEO reconhece que o cenário ainda está em construção, mas afirma que o processo já começou em cidades que testam frotas independentes, como São Francisco e Las Vegas.
Para o líder da Uber, a transição não será imediata. Ele aponta que a etapa inicial deve combinar motoristas humanos e veículos autônomos, um modelo híbrido que serviria como ponte entre o sistema atual e a predominância das máquinas.
A expectativa é que os robôs assumam rotas mais previsíveis, como deslocamentos entre aeroportos e regiões centrais. À medida que a tecnologia evoluir, o espaço ocupado pelos motoristas tende a encolher, até desaparecer em 10 ou 15 anos.
Substituição de motoristas da Uber por IAs pode provocar impactos no Brasil
As previsões levantam preocupações, especialmente em países como o Brasil, onde milhões de pessoas dependem do trabalho por aplicativo como principal fonte de renda.
A possível redução dessas vagas pode provocar impactos profundos na economia e no cotidiano de quem encontrou no volante uma forma de sustento.
Mesmo assim, especialistas afirmam que o desaparecimento total da função não deve ser interpretado como um destino inevitável de curto prazo.
Vale lembrar que o mercado tende a valorizar profissionais que saibam usar IA em seu favor, e quem aprender a operar ferramentas digitais, interpretar dados e atuar em projetos ligados à tecnologia terá mais chances de se manter relevante caso o cenário previsto pelo CEO se confirme.
O período de transição, portanto, funciona como oportunidade. Enquanto as máquinas não dominam o setor, trabalhadores podem se qualificar, buscar novas competências e se posicionar de forma mais competitiva em um mercado de trabalho que muda rápido.





