O Bolsa Família segue contemplando pessoas que vivem sozinhas, classificadas como famílias unipessoais, desde que atendam aos critérios de renda do programa. Em 2025, o governo federal endureceu as exigências com o objetivo de evitar fraudes e garantir que o benefício chegue a quem realmente precisa.
O que mudou para quem mora sozinho
Para ser considerado uma família unipessoal, o cidadão precisa viver sozinho, sem dividir a residência com outros adultos que tenham renda própria. A renda mensal por pessoa deve ser de até R$ 218, valor que enquadra o beneficiário na faixa de pobreza. Além disso, é obrigatório manter o Cadastro Único (CadÚnico) atualizado.
A principal mudança é a entrevista domiciliar obrigatória. Técnicos designados pela assistência social visitam a residência declarada no cadastro para confirmar as informações. Somente após essa verificação é possível confirmar a concessão ou a continuidade do benefício. Estão dispensados dessa etapa pessoas em situação de rua, indígenas e quilombolas.
Benefício e valores
O valor mínimo do Bolsa Família permanece em R$ 600 por família, mesmo para quem vive sozinho. Há acréscimos de R$ 150 por criança de até seis anos e de R$ 50 para gestantes, lactantes e jovens de 7 a 18 anos.
Quem já recebia antes
Quem já estava no programa antes das mudanças tem direito à “regra de proteção”, que permite continuar recebendo o benefício por até 24 meses mesmo que a renda aumente temporariamente. No entanto, quem não atualiza os dados ou se recusa à entrevista pode ter o benefício suspenso.
Com essas medidas, o governo busca reduzir irregularidades e tornar a distribuição mais justa, preservando o auxílio para as pessoas em situação de maior vulnerabilidade.





