De acordo com uma estimativa recente divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos (Dieese), as tarifas de 50% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as exportações brasileiras ao país podem não afetar apenas os preços.
Com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a entidade indicou que o Brasil pode perder até 726 mil empregos no cenário mais extremo, com o setor de Serviços sendo um dos mais impactados.
Segundo a análise, aproximadamente 241,5 mil postos de trabalho seriam afetados apenas na área, enquanto o setor industrial ocuparia a segunda posição, com cerca de 215 mil vagas em risco, principalmente nos segmentos metalúrgico, de alimentos, madeira, químico e vestuário e de calçados. Confira a lista completa (via O Globo):
- Serviços: 241.482
- Indústria de transformação: 215.184
- Comércio: 142.372
- Agropecuária: 103.968
- Extrativa vegetal, pesca, etc.: 15.131
- Serviços de utilidade pública (energia, água, gás, saneamento): 4.654
- Construção: 2.997
- Extrativa mineral: 912
Vale destacar que o Dieese calculou que as exportações dos produtos atingidos pelo tarifaço chegam a US$ 14,5 bilhões, o que explica o alto número de demissões previsto pela entidade.
Além de demissões: tarifaço pode afetar o PIB do Brasil
As demissões em massa foram apenas um dos efeitos adversos do tarifaço observados pelo Dieese, pois de acordo com a entidade, a medida de Trump ainda pode causar uma perda de 0,26% do Produto Interno Bruto (PIB).
Os cálculos ainda afirmam que o tarifaço causar uma perda de R$ 38,87 bilhões em valor adicionado ao país, além de reduzir a massa salarial em R$ 14 bilhões e comprometer R$ 11 bilhões da arrecadação tributária.
Entretanto, é importante destacar que a análise do Dieese considerou apenas o cenário mais pessimista, avaliando os riscos caso o Brasil não consiga redirecionar os produtos afetados para outros mercados, por exemplo.





