Recentemente, diferentes estados brasileiros têm sido afetados por intoxicações ocasionadas pelo metanol, que tem sido encontrado principalmente em bebidas destiladas adulteradas, e está acarretando em diversas hospitalizações e óbitos pelo país.
Além dos riscos à saúde, a presença de metanol em bebidas falsificadas pode gerar uma crise para diversos estabelecimentos, pois o pânico causado abala a confiança do público, afetando inclusive aqueles sem qualquer ligação com fraudes.
Diante disso, é fundamental adotar estratégias que assegurem o compromisso com os clientes, colocando sua segurança e bem-estar em primeiro plano. E em entrevista ao portal O Tempo, o chef e supervisor de gastronomia da empresa Prática, Rafael Fraga, compartilhou 10 dicas para atingir esse objetivo:
- Desconfiar de preços excessivamente baixos;
- Adquirir produtos com fornecedores reconhecidos e confiáveis;
- Exigir nota fiscal para garantir rastreabilidade e comprovar a legalidade da compra;
- Verificar detalhadamente a embalagem e rótulo do produto para identificar possíveis erros, que por sua vez podem indicar falsificações;
- Conferir o selo fiscal (IPI) obrigatório em destilados, localizado no gargalo da garrafa;
- Analisar o líquido em busca de partículas suspeitas ou odores químicos;
- Conferir o número de registro do rótulo no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA);
- Orientar a equipe do estabelecimento a fazer verificações nas bebidas e não servir doses de recipientes sem rótulo;
- Armazenar as bebidas corretamente;
- Ser transparente com o cliente, sempre servindo bebidas na garrafa original.
Vale destacar que essas medidas podem não só reforçar a confiança do público e prevenir prejuízos aos estabelecimentos, como também desempenhar um papel essencial para conter a continuidade da crise.
Adulteração com metanol traz riscos para todos os tipos de bebida alcoólica, dizem especialistas
Embora os destilados sejam considerados os mais vulneráveis à adulteração com metanol, especialistas consultados pelo portal g1 alertaram que, neste momento, nenhuma bebida é 100% segura.
Afinal, mesmo apresentando menor probabilidade de conter a substância, a cerveja e o vinho, apontados por muitos como alternativas para a crise, não estão completamente livres de risco, demandando cautela adicional em seu consumo.





