Na terça-feira (9), a Apple revelou ao mundo suas principais novidades para 2025, em um evento que marcou a chegada da nova geração de seus produtos. O grande destaque foi o lançamento do iPhone 17, agora disponível em quatro versões.
No entanto, o que mais chamou a atenção não foi um novo recurso, mas a ausência de algo considerado essencial até então: o suporte para chip físico.
Pela primeira vez na história do iPhone, os aparelhos vendidos globalmente virão apenas com tecnologia eSIM, uma decisão que promete impactar profundamente o mercado, especialmente no Brasil, onde o uso do chip tradicional ainda é dominante.
Apple excluiu recurso básico que sempre existiu nos iPhones
O eSIM, ou SIM eletrônico, é um chip virtual que já existe em alguns modelos anteriores, mas agora passa a ser a única opção nos novos iPhones.
Em vez de inserir fisicamente um cartão fornecido pela operadora, o usuário ativa a linha diretamente no sistema do aparelho, por meio de QR Code ou de configurações enviadas pela prestadora de serviço.
O chip virtual é incorporado ao hardware do dispositivo e permite que múltiplos perfis de operadora sejam configurados no mesmo aparelho, algo prático para quem usa números diferentes para trabalho e uso pessoal, ou viaja com frequência e precisa contratar planos internacionais.
Apesar das vantagens em flexibilidade e economia de espaço físico no aparelho, o fim da gavetinha para SIM card traz desafios. A principal preocupação está na adaptação das operadoras, especialmente em regiões onde o suporte ao eSIM ainda é limitado ou inexistente.
No Brasil, as grandes empresas de telefonia já oferecem a tecnologia, mas a cobertura não é homogênea. Isso pode tornar a transição difícil para usuários que vivem fora dos grandes centros urbanos ou que precisam trocar de chip com frequência.
A escolha da Apple também tem relação direta com o novo design dos iPhones. O modelo que mais ilustra essa mudança é o iPhone 17 Air, o mais fino da história da marca, com apenas 5,6 mm de espessura.
Para alcançar esse nível de compactação, componentes tradicionais foram eliminados, e o slot do SIM card foi um dos primeiros a sair.
Novos iPhones chegaram em quatro modelos distintos
Durante o evento, a Apple apresentou os quatro modelos do iPhone 17: o básico, o Air, o Pro e o Pro Max. Todos contam com tela de 120 Hz, mesmo nas versões de entrada, e são equipados com o novo chip A19, que promete mais desempenho e menor consumo de bateria.
O iPhone Air, por exemplo, combina leveza e potência, com tela de 6,5 polegadas, câmera traseira de 48 MP com tecnologia Fusion e câmera frontal de 18 MP com enquadramento automático. Seu preço no Brasil parte de R$ 10.499.
O iPhone 17 padrão começa em R$ 7.999, enquanto os modelos Pro e Pro Max custarão a partir de R$ 11.499 e R$ 12.499, respectivamente, podendo ultrapassar os R$ 18 mil nas versões com maior armazenamento.
Além dos smartphones, a Apple anunciou o Apple Watch Series 11, o SE 3 e o Ultra 3, com novos recursos como medição de pressão arterial e gestos de controle.
Os fones AirPods Pro 3 também foram renovados, com cancelamento de ruído mais eficiente, sensor de batimentos cardíacos e bateria que dura até oito horas.





