Nas últimas semanas, o Itaú tem sido alvo de críticas e protestos após promover uma demissão em massa que, segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, afetou ao menos mil funcionários.
Os desligamentos ocorreram principalmente entre trabalhadores dos setores de tecnologia, muitos deles em regime de home office.
Agora, em meio à repercussão negativa, o banco volta ao centro da controvérsia ao comunicar o encerramento de atividades de mais uma agência física, desta vez em Salvador, surpreendendo cerca de 20 mil clientes da unidade.
Após muita polêmica, Itaú surpreende e anuncia encerramento de atividades
A agência em questão está localizada na movimentada Avenida Tancredo Neves, no bairro do Caminho das Árvores, em Salvador, e tem previsão de fechamento para o próximo dia 5 de novembro.
Fundada em 1992 e com 28 funcionários em atividade, a unidade sempre foi considerada estratégica, tanto pelo volume de atendimento quanto pela presença consolidada no cenário bancário local.
O Itaú justificou o encerramento das operações com o argumento de que os clientes estão cada vez mais aderindo aos canais digitais, como o aplicativo e o internet banking, o que teria motivado uma revisão na estratégia de presença física do banco.
De acordo com a nota divulgada pela instituição, o novo modelo aposta em agências com foco consultivo e atendimento mais especializado, em sintonia com o avanço da digitalização.
Ainda assim, representantes sindicais contestam essa narrativa, alegando que muitos brasileiros ainda enfrentam dificuldades no uso de ferramentas digitais e preferem resolver suas demandas pessoalmente, especialmente os mais vulneráveis.
Fechamento da agência do Itaú em Salvador pegou funcionário de surpresa
O impacto não se restringe apenas aos clientes: os funcionários também foram pegos de surpresa, e protestos já ocorreram em frente à agência baiana.
O Sindicato dos Bancários da Bahia critica o que chama de “desmonte silencioso”, e alerta para as consequências sociais da redução das agências físicas, sobretudo em regiões onde o acesso a serviços digitais é limitado.
O caso de Salvador não é isolado. Apenas neste ano, outras três grandes agências do Itaú foram fechadas na capital baiana.
Em nível nacional, o movimento é ainda mais expressivo: dados da Febraban indicam que mais de 850 agências bancárias de grandes instituições financeiras, como Itaú, Bradesco e Santander, foram encerradas somente em 2024.
Desde 2014, o país já perdeu mais de cinco mil unidades bancárias, consolidando uma tendência de encolhimento físico do setor, impulsionada pela crescente digitalização dos serviços financeiros.





