JF perde vagas pela 1ª vez em setembro
Com 2.548 empregos formais fechados este ano, sendo 357 só em setembro, Juiz de Fora ocupa o 96º lugar no ranking de evolução do mercado formal nos municípios mineiros com mais de 30 mil habitantes. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) aponta ainda que, em 12 meses, o recuo é ainda maior e chega a quase três mil vagas. Pela primeira vez, as demissões superaram as contratações na cidade em setembro, considerando a série histórica iniciada em 2003. Pelo quinto mês consecutivo, há recuo no mercado formal.
Os dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que a grande maioria dos setores produtivos apresentou perdas no estoque. No comércio, são menos 1.424 empregos com carteira assinada na cidade. A construção civil ocupa o segundo lugar (-432), seguida por serviços (-337) e indústria da transformação (-303), sempre considerando o acumulado do ano.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Geração de Emprego e Renda, André Zuchi, o cenário juiz-forano reflete a crise nacional de emprego, renda e crescimento econômico. Na sua opinião, como polo, a cidade sente, de forma potencializada, os efeitos percebidos pelos demais municípios. “Todas as cidades de portes médio e grande estão em situação mais delicada.” E completa: “a esperança que se tinha em relação a contratações temporárias no final do ano foi desfeita”.
Em relação aos investimentos previstos para Juiz de Fora, o secretário identificou desaceleração. A avaliação é que os projetos persistem, mas em velocidade reduzida. “Os empregos que tínhamos a expectativa de acontecer ainda este ano serão postergados para o primeiro semestre de 2016.” Para Zuchi, o cenário é o pior possível, “uma catástrofe”, como diz.
No país
Pelo sexto mês seguido, o país demitiu mais do que contratou. Conforme o Caged, a economia brasileira fechou 95.602 vagas formais de emprego em setembro. É o pior resultado para o mês desde 1992. Com o saldo negativo, o país acumula fechamento de 657.761 postos em 2015. O resultado é o primeiro negativo para os nove primeiros meses do ano desde o início da série histórica divulgada pelo Ministério do Trabalho, em 2002.











