JF tem pior saldo de empregos no ano


Por GRACIELLE NOCELLI

23/06/2015 às 04h00- Atualizada 23/06/2015 às 08h35

Em maio, Juiz de Fora registrou o pior saldo de empregos (diferença entre admissões e demissões) de 2015, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado ficou negativo em 781 vagas e foi, também, o pior verificado em um mês de maio desde 2003, quando a série história foi disponibilizada para o município. No acumulado do ano, de janeiro, a cidade perdeu 971 empregos.

O fraco desempenho foi estimulado, sobretudo, pela queda expressiva dos empregos nos setores de serviços e comércio, que fecharam o mês com redução de 453 e 175 postos de trabalho, respectivamente. A queda na empregabilidade acontece depois de uma breve recuperação observada em abril, quando a cidade criou 455 postos de trabalho, e dá continuidade às oscilações que o mercado local tem vivido. Em fevereiro, o saldo de empregos ficou positivo em 319 e em janeiro, negativo em 733 vagas.

Na avaliação do presidente do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora, (Sindicomércio-JF), entidade que também representa o setor de serviços, Emerson Beloti, os números mostram a tentativa de adequação ao atual momento econômico. “Estamos atravessando um processo de ajuste nos dois setores. As empresas não estão contratando, e aquelas que viram que contrataram um pouco mais estão tornando o quadro enxuto. É uma situação comum diante da realidade brasileira, e Juiz de Fora não conseguiria ser exceção. Esperamos melhoras no quadro econômico para poder voltar a contratar.”

Os números da construção civil e da indústria de transformação também ficaram negativos em 83 e 87 vagas, respectivamente. No entanto, nestes dois casos, o recuo verificado em maio foi menor do que no mês anterior, quando registraram perdas de 265 e 110 empregos.

No país

O Brasil também fechou maio com queda na empregabilidade, houve perda de 115.599 postos de trabalho, o pior resultado para os meses de maio da série histórica do país, iniciada em 1992. No acumulado do ano houve perda de 243.948 empregos. Em Minas Gerais, o resultado também ficou negativo. O estado fechou 10.024 postos de trabalho no mês passado.