Lojistas apostam em vendas de última hora


Por Tribuna

05/05/2015 às 06h00- Atualizada 05/05/2015 às 08h19

Para atrair consumidor, vitrines decoradas e promoção de verão (fernando priamo/04-05-15)

Para atrair consumidor, vitrines decoradas e promoção de verão (fernando priamo/04-05-15)

Amenos de uma semana para o Dia das Mães, o comércio juiz-forano segue em compasso de espera, esbanjando cautela. Apesar de ser a segunda data mais lucrativa do ano, nem todas as lojas estão decoradas. O movimento nas ruas ainda é fraco, e a maioria aposta na compra de última hora para alavancar as vendas. As expectativas estão concentradas especialmente no sábado que antecede a data. Em função do horário estendido, as lojas poderão ficar abertas até as 18h.

“Como de praxe, o consumidor acaba comprando na última hora”, atesta o presidente do Sindicato do Comércio (Sindicomércio), Emerson Beloti. De olho nesta tendência, avalia, o setor mantém a expectativa de que o faturamento possa crescer de 4% a 6% ante o ano anterior. “O apelo da data faz com que o consumidor compre, pelo menos, uma lembrancinha, mesmo que não seja o produto desejado, no valor que gostaria.” Emerson lembra que este tem sido um ano economicamente difícil, mas pondera que os empresários do setor, por meio de suas vitrines e promoções, podem alcançar as metas estipuladas.

Se falta decoração temática nas ruas, sobram promoções. A proprietária da Sandway, Bianca Tostes, comenta que as vendas só começaram a alavancar depois que ela estampou a promoção na vitrine. A queima da coleção verão, que costuma acabar logo após o Carnaval, prossegue neste início de mês em função da baixa procura. Bianca aposta em aumento de até 30% nas vendas em relação a 2014, especialmente se o clima ajudar e esfriar um pouco mais.

Na Hope, a expectativa é de vendas até 15% melhores, e os pijamas são as estrelas da data. Conforme a gerente Raquel Delage, as vitrines foram decoradas há cerca de uma semana, e a maior procura é esperada a partir de quinta-feira. De olho no movimento até ontem, a vendedora da STS Rio Jéssica Tereza Lopes não acredita que a procura de última hora seja capaz de superar o desempenho do ano anterior.

A bancária Kátia Mota foi ao comércio ontem, mas só pretende comprar o presente da mãe no final de semana. Este ano, planeja gastar em torno de R$ 50. “Vou dar o básico mesmo.” O valor é menor do que o de outros anos, em função do momento econômico atual, diz. A autônoma Júlia Pereira de Oliveira vai na mesma linha. Ela está planejando uma lembrancinha para a sua mãe, um chaveiro com a foto da netinha Laura, de 1 anos e 2 meses. “O dinheiro está curto”, comenta.

Pesquisa divulgada pelo Sindicomércio aponta que a maior parte dos consumidores (23,96%) pretende comprar lembranças na faixa entre R$ 50 e R$ 100. Por uma diferença mínima, estão os que vão desembolsar entre R$ 30 e R$ 50 na data comemorativa, 22,04%. Em relação ao ano passado, diminuiu o percentual dos consumidores que pretendem dispor de R$ 100 na data, 31,40%, e aumentou os que vão ficar na faixa até R$ 50, 20,48%.