JF sedia piloto do Pronatec Aprendiz
Juiz de Fora foi a primeira cidade do país a implementar o projeto-piloto do Pronatec Aprendiz. A iniciativa, um desdobramento do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), tem o objetivo de encaminhar jovens e adolescentes em situação de vulnerabilidade social ao aprendizado em micro e pequenas empresas. No total, são 20 beneficiados, todos adolescentes em situação de acolhimento institucional ou familiar, que estejam cumprindo medidas socioeducativas ou inseridos no serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (Paefi).
De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS), os jovens foram selecionados, e a turma do curso de operador de computador foi iniciada em dezembro. A duração estimada é de seis meses. O programa prevê aulas teóricas em Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest-Senat), duas vezes na semana, e atuação em empresas parceiras, três vezes na semana. Os beneficiados recebem auxílio durante a participação no curso. Conforme a SDS, por enquanto, não há perspectivas de novas vagas, que dependem de decisão do Governo federal, através do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
“É emocionante ver a iniciativa dando certo e possibilitando novos caminhos para os adolescentes e jovens; o apoio dos micro e pequenos empresários foi fundamental para esse sucesso. Esperamos agora que nossa experiência possa servir ao MDS para o sucesso do programa no resto do país”, avalia o secretário de Desenvolvimento Social, Flávio Cheker. Para o secretário, Juiz de Fora foi escolhida por ter sido a cidade mineira com maior número de matrículas no Pronatec em 2014. Também foram destacados o trabalho de sensibilização dos adolescentes para o curso e a adesão de 13 micro e pequenas empresas da cidade, que contrataram os jovens aprendizes com vínculo empregatício formal e colaboram para a completa formação profissional, unindo a teoria à prática.
A responsável pelo projeto no Sest-Senat, Flávia Roque, destaca a receptividade dos jovens ao curso. Segundo ela, eles estão conseguindo agregar o que aprendem nas empresas com as aulas teóricas. “Aproveitamos o engajamento deles para falarmos de temas comportamentais, como postura e atendimento dentro do ambiente de trabalho. Eles já estão desenvolvendo muita coisa bacana e isso é só o começo.”
Uma adolescente de 15 anos, assistida pelo programa de acolhimento familiar, aproveita a rotina no novo emprego para assimilar o que aprende nas aulas do Pronatec. “É uma experiência que não dá para esquecer, vamos levar para a vida toda o aprendizado técnico e as lições para melhorar o comportamento e a postura. Acho maravilhoso ter a oportunidade de já poder aliar as duas coisas. É um processo que a gente vai aprimorando aos poucos, é uma coisa nova nas nossas vidas”, disse.
O ministro da Educação, Cid Gomes, espera oferecer 12 milhões de vagas para jovem aprendiz até o final de 2018. Segundo ele, a meta é ampliar a participação das empresas, hoje concentrada no programa Menor Aprendiz, cuja adesão é obrigatória. “Essas empresas só representam 5% do universo empresarial. Agora nós queremos massificar”, disse à Agência Brasil.
Conforme o ministro da Secretaria de Micro e Pequena Empresa (SMPE), Guilherme Afif, atualmente, cabe às grandes empresas arcarem com o custo de acompanhamento do jovem durante o período de estágio dentro da empresa. No caso das micro e pequenas, o Pronatec Aprendiz vai cobrir o treinamento e o acompanhamento, cabendo a elas apenas o pagamento do salário. Outra mudança é a possibilidade de o jovem ingressar ao mercado com 14 anos.










