O poder da delegação de tarefas

Quando você delega uma tarefa, é preciso garantir uma entrega bem-sucedida, mas não microgerenciar. Para isso, é imprescindível fornecer o prazo, o objetivo a ser cumprido e os recursos necessários para a finalização da tarefa.

Por Anna Clara Carnivali

Segundo a revista Forbes, apenas 1 em cada 3 gestores é considerado um bom delegador por seus subordinados. E somente, 30% dos gestores acreditam que delegam bem. A delegação de tarefas parece algo simples, porém é um grande desafio para a maioria das pessoas e principalmente para a liderança, sendo assim, no artigo de hoje, vamos entender a importância e como ser mais assertivo ao delegar tarefas. 

No livro “O poder de delegar”, Donna M Genett, doutora em psicologia e consultora de desenvolvimento organizacional da GenCorp Consulting, publicou todos os resultados da sua experiência, onde percebeu que esse era um problema muito comum nas pessoas. Foi constatado que alguns líderes provavelmente estavam “delargando” em vez de delegar, o que significa que “largavam” as atividades sem alinhamento ou acompanhamento das tarefas que envolvem mentoria.

 

E você, sabe a diferença entre delegar e delargar? 

É muito importante entender a diferença desse conceito, pois o verdadeiro líder, atua para o sucesso da equipe!

Quando você delega uma tarefa, é preciso garantir uma entrega bem-sucedida, mas não microgerenciar. Para isso, é imprescindível fornecer o prazo, o objetivo a ser cumprido e os recursos necessários para a finalização da tarefa.

Delegar permite que a equipe cresça em capacidade e confiança, assegura resultados positivos, além de ganhar tempo, pois o líder pode explorar o potencial de cada colaborador da equipe. Já delargar, causa insegurança na equipe, pois o colaborador pode associar a tarefa a uma frustração, faz com que as pessoas culpem a empresa pelos erros e problemas, e assim, os colaboradores geralmente não entregam o seu melhor e acaba gerando muito retrabalho.

Segundo Donna Gennet, é possível delegar com mais assertividade e eficiência, para isso, deve-se seguir 6 passos que garantem que o liderado saiba exatamente qual tarefa deve ser realizada, qual a qualidade esperada, o prazo de entrega, qual o suporte terá no caminho e qual o grau de autonomia para tomada de decisão. Veja abaixo: 

  1. Prepare-se previamente.
  2. Defina a tarefa a ser realizada. Seja específico. 
  3. Estabeleça claramente o prazo de execução da tarefa. 
  4. Defina o grau de autonomia que deve ser atribuído a quem realizará a tarefa. 
  5. Determine pontos de verificação para acompanhar o progresso do trabalho e oferecer orientação ao funcionário. 
  6. Faça com o colaborador uma recapitulação completa do trabalho.

 

É muito importante, que o líder se atente aos pontos no momento de delegar uma demanda, pois uma equipe de alta performance é o resultado de um líder que delega de forma competente. Além disso, é importante que o líder finalize fazendo um reforço positivo, pois assim, quando o colaborador, é bem-sucedido na conclusão de uma tarefa e é reconhecido, associa a tarefa a algo que proporciona prazer e se torna mais engajado. 

Quando o líder delega uma tarefa desafiadora e a conclusão é um sucesso, gera a sensação de prazer no colaborador. Se associar isso ao reconhecimento do líder, a pessoa vai se sentir incentivada a continuar se desenvolvendo. A ideia é gerar um ciclo em que o colaborador se mostra voluntário em assumir uma nova tarefa/desafio quando a oportunidade surge.

Mas quando o inverso acontece e a pessoa não cumpre com o desafio, não atinge a expectativa porque não recebeu um bom direcionamento, e você, como líder, dá um feedback negativo, isso gera frustração. É aí que o colaborador passa a associar uma nova tarefa a algo negativo e, inconscientemente, passa a resistir a assumir novos desafios. 

 

Então, o que é necessário para engajar os colaboradores de uma equipe?

Ao invés de apenas reconhecer as pequenas conquistas, é importante que o líder reconheça as pequenas conquistas para engajar os liderados em assumir novas tarefas voluntariamente, além de sinalizar quais os comportamentos e níveis de execução esperados. 

Ao invés de apenas comprometer-se com o sucesso do liderado, é importante que o líder reconheça legitimamente o esforço do liderado e que o ajude a associar as tarefas do dia a dia a algo que lhe proporcione prazer. 

E ao invés de apenas praticar o feedback, é importante que o líder dê feedback rápido, próximo ao evento, com o objetivo de construir segurança e engajamento da equipe. 

Podemos concluir, que o grande objetivo da liderança é fazer com que a equipe alcance resultados chaves para a organização e com isso, é essencial saber conduzir e orientar os mesmos na delegação das demandas do trabalho. 

 

 

WhatsApp Image 2022 04 27 at 11.07.19

Grupo MTristão

Grupo MTristão

O Grupo M.Tristão é um ecossistema de educação, negócios e desenvolvimento de carreira, estruturado para atuar de forma integrada na formação de lideranças e na qualificação profissional. A iniciativa reúne diferentes frentes que dialogam entre si, conectando aprendizado, prática e mercado ao longo de toda a trajetória profissional.Entre suas principais atuações está a Tristão Escola de Negócios, dedicada à educação executiva e ao desenvolvimento de competências estratégicas. O grupo também desenvolve projetos voltados à formação de jovens e desenvolvimento de talentos, ampliando sua presença em diferentes etapas da carreira.Parte de seus programas é realizada em parceria com instituições de referência, como a FGV, por meio de convênios que reforçam a qualidade acadêmica e a aderência às demandas do mercado. Ao operar como um ecossistema, o Grupo M.Tristão propõe experiências formativas conectadas, com foco em protagonismo, tomada de decisão e construção de trajetórias profissionais mais consistentes em um cenário em constante transformação.

A Tribuna de Minas não se responsabiliza por este conteúdo e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação.

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade pelo seu conteúdo é exclusiva dos autores das mensagens. A Tribuna reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Mensagens de conteúdo homofóbico, racista, xenofóbico e que propaguem discursos de ódio e/ou informações falsas também não serão toleradas. A infração reiterada da política de comunicação da Tribuna levará à exclusão permanente do responsável pelos comentários.



Leia também