Lista de livro chega a R$ 1.996


Por Tribuna

01/02/2013 às 07h00

Com a volta às aulas, que acontece hoje para 70% dos estudantes da rede municipal de ensino e alguns de estabelecimentos particulares, os juiz-foranos lotaram livrarias e papelarias para a compra de material escolar esta semana. Alguns estabelecimentos apostam em alta de até 50% das vendas na comparação com o ano passado e afirmam que, desde a última segunda-feira, a demanda de clientes triplicou em relação ao início do mês. Na procura por melhores preços, os consumidores se surpreenderam com os valores das listas de livros didáticos. Tabelados pelas editoras, os exemplares exigidos por algumas instituições para séries do ensino médio somam quase R$ 2 mil.

A Tribuna realizou levantamento de preços, na última quarta-feira, com as listas de livros didáticos do ensino médio exigidas pelos colégios Academia, Granbery, Jesuítas e Santa Catarina. Os valores para exemplares novos do 1º ano variaram entre R$ 1.015,70 e R$ 1.674,90. Para o 2º ano, os preços oscilaram entre R$ 1.151,70 e R$ 1.996,84. Na compra de volumes usados, os consumidores podem economizar até 30%.

O vendedor da livraria Flamingo, Paulo Roberto de Almeida, explica que esta tem sido a alternativa de muitos clientes para driblar os preços altos. "O livro usado não significa que está velho, pelo contrário, o estado de conservação é fator determinante para que um sebo aceite ou não o exemplar." No entanto, ele informa que com a atualização de algumas edições, nem todos os títulos possuem exemplares usados.

A servidora industrial Flávia Quelotti, 40 anos, tem dois filhos matriculados no colégio Academia, sendo um no 1º ano do ensino médio. Ela conta que busca vários meios para garantir descontos nos gastos com livros escolares. "Compro com antecedência, dou preferência para títulos usados, faço troca dos que tenho em casa e não serão mais usados. É uma maneira de tentar minimizar o impacto destes valores em um mês que já temos despesas extras como IPTU e IPVA", diz.

Nem todos os consumidores se organizam como Flávia. Segundo gerentes e vendedores de papelarias, a maior parte das vendas acontece na última hora. Na Livraria Flamingo, segundo a direção, 70% dos consumidores comparecem ao estabelecimento na semana que antecede às aulas. Já Palimontes e Leitura contabilizam 50% do total na última semana de janeiro.

O empresário Saluto Serrano, 35 anos, conta que já virou costume deixar as compras para o último momento. "Não tive dificuldades para encontrar materiais, mas os preços dos livros me surpreenderam." Ele diz que, para o filho de 9 anos, matriculado no ensino fundamental do Colégio Nossa Senhora do Carmo, os gastos com livros didáticos chegaram a R$ 750.

 

Gasto alto também com uniforme

As lojas especializadas em vendas de uniforme escolares também tiveram grande movimentação nos últimos dias. "A semana que antecede as aulas e a primeira de retorno das atividades são as melhores para o meu negócio. É quando faço metade das vendas de uniformes escolares", analisa a proprietária da Charme Colegial, Flávia Lima.

Para o bolso de pais e mães, os uniformes representam uma despesa a mais. Na compra de uma peça de cada modelo disponibilizado pelos colégios, os valores podem custar até R$ 486 para crianças e R$ 534 para adolescentes. A proprietária da loja Rita Uniformes Escolares, Rita de Cássia Miranda Rodrigues, afirma que muitos consumidores realizam pesquisa de preços para evitar pagar muito caro. "Mas, são itens necessários e que duram muito tempo", pondera. Segundo ela, a expectativa é de que as vendas este ano aumentem 15% em relação ao ano passado.

Somando a reposição de uniformes de duas filhas e um neto, todos matriculados no Colégio Santa Catarina, e a compra de matérias escolares e livros didáticos, a professora Cynthia Pernisa, 50 anos, diz que gastou em torno de R$ 5 mil. "Pesa muito no orçamento, mas sabemos que é necessário. O que tento fazer é me planejar, guardar um pouquinho do 13º salário para não apertar tanto."