Indústria local tem saldo de 349 vagas em janeiro


Por Tribuna

23/02/2013 às 06h00

Contrariando as expectativas para janeiro, tradicionalmente um mês fraco para as indústrias de transformação e da construção civil, ambos os setores em Juiz de Fora fecharam o primeiro mês de 2013 com saldo de vagas formais mais expressivo (com carteira assinada), conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta sexta-feira (22) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ambos criaram, respectivamente, 349 e 258 vagas. Já o resultado geral do município foi de 261 vagas, muito próximo ao saldo de 265 registrado no mesmo mês de 2012.

Este ano, a diferença entre as admissões e demissões da indústria de transformação foi 125% maior que o resultado de 155 em janeiro do ano anterior. Na avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) da Zona da Mata, Francisco Campolina, os números surpreendem positivamente. É uma situação atípica para o mês de janeiro, pois as contratações no setor são iniciadas em fevereiro e março. Segundo ele, o resultado é explicado pelo crescimento econômico vivido pelo município. As indústrias do ramo de metalurgia, transporte e alimentação estão em expansão, afirma. Com relação à indústria de vestuário, Campolina destaca que as vendas de fim de ano foram boas e estão impulsionando novas contratações.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon), Leomar Delgado, a iniciativa privada foi responsável pelas quase 260 novas oportunidades registradas no mês passado. É uma grande surpresa. Esperávamos números bem menores. Janeiro é um período de chuvas, o que interfere diretamente em nosso trabalho. Além disso, com a transição da nova Administração Municipal, leva-se um tempo para o início de obras do setor.

O setor de serviços criou 268 oportunidades de emprego. Já o comércio teve resultado negativo, contabilizado 598 demissões. O presidente do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio-JF), Emerson Beloti, esclarece que enquanto o primeiro setor caminha para a estabilidade, após viver um boom de expansão, o comércio reflete as demissões dos colaboradores temporários. Em ambos os casos não há motivos para preocupações. Já esperávamos estes resultados.

No país, o mercado de trabalho começou 2013 enfraquecido. Foram criados apenas 28.900 postos com carteira assinada. Este é o pior resultado para o mês desde o auge da crise, em janeiro de 2009, quando foram fechadas 101.800 vagas.