Senado rejeita mudança na lei de cotas

Por Paulo Cesar Magella

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado rejeitou projeto que acabava com a cota de 30% de mulheres na formação de chapas eleitorais, uma conquista do movimento feminista, embora não seja ainda o ideal. Os autores terão cinco dias para recorrer. Tanto dentro quanto fora do Congresso, o movimento de cota quer mudar a sua conformação. Em vez de garantir um determinado percentual de candidaturas, quer que essa proporção seja dentro do próprio Legislativo, isto é, um determinado número de cadeiras deve ser ocupado, necessariamente, pelas mulheres.

Na Câmara, só uma vereadora

Essa posição se justifica por causa da própria articulação de boa parte dos partidos. Eles formam as chapas com candidatas, mas a maioria delas não tem a menor chance de vencer. Há ainda as laranjas, que sequer sabem que estão inscritas. Com isso, preenchem os requisitos da lei, mas o número de eleitas continua baixo, bastando ver a sua representação nos parlamentos. Em Juiz de Fora, a atual legislatura tem apenas a vereadora Ana Rossignoli, numa casa com 19 membros, após a eleição de Sheila Oliveira para deputada estadual.

Paulo Cesar Magella

Paulo Cesar Magella

Sou da primeira geração da Tribuna, onde ingressei em 1981 - ano de fundação do jornal -, já tendo exercido as funções de editor de política, editor de economia, secretário de redação e, desde 1995, editor geral. Além de jornalista, sou bacharel em Direito e Filosofia. Também sou radialista. Meus hobbies são leitura, gastronomia - não como frango, pasmem - esportes (Flamengo até morrer), encontro com amigos, de preferência nos botequins.E-mail: [email protected] [email protected]

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