Castelar responde aos críticos

Por Paulo Cesar Magella

O vereador Wanderson Castelar utilizou as redes sociais para falar de seu posicionamento na recente eleição da Mesa Diretora, quando apoiou a candidatura vencedora de Luiz Octavio Coelho (Pardal), a despeito das recomendações em contrário de seu próprio partido, o PT. Eleito segundo secretário da Câmara – podia até ter sido o primeiro -, ele destacou, já no início de sua postagem, que “não concordo com a tentativa de caracterizar como ideológica a disputa entre as chapas lideradas por Pardal e Kennedy (MDB), ambos de tendência moderada. A busca de identificar Pardal com a direita e Kennedy com a esquerda foi apenas uma estratégia do emedebista para atrair o voto dos petistas, vistos como fiéis da balança. Quem conhece a Câmara e seus vereadores sabe que a grande maioria, neste caso, está à caça de espaço político e condições favoráveis à reeleição, o que, convenhamos, é absolutamente legítimo, a menos de dois anos para as eleições municipais. ”

Falando ao PT

Castelar apresentou sua resposta aos críticos em vários tópicos. No terceiro falou para o Partido dos Trabalhadores: “Quanto à posição da Executiva Municipal do PT, reunida tardiamente para expressar sua preferência pelo vereador Kennedy, só posso lamentar. Além de acusar o desrespeito à minha posição, sacramentada há alguns meses, causa-me estranheza a preferência pelo bloco MDB/PSDB, partidos que bancaram, no plano nacional, o impeachment de Dilma e deram sustentação a Temer e suas reformas anti-povo, contribuindo para a prisão política de Lula e a eleição de Bolsonaro, desfecho nefasto para o golpe que perpetraram.”

Filiado em 1984

Mais adiante, acrescentou: “A acusação, feita por alguns petistas, de que eu teria votado numa chapa pró-Bolsonaro é caluniosa. Além da interpretação que apresentei acima, preciso lembrar que a chapa vencedora não possui nenhum vereador do PSL, ao contrário, tem um do PT, que sou eu. Filiado desde 1984, quando alguns dos atuais dirigentes do partido nem eram nascidos e outros militavam em outras siglas, estou prestes a completar trinta e cinco ano s de absoluta dedicação ao PT”. Ao finalizar, observou que essas lições estão na origem do PT. ” Infelizmente, a volúpia de desqualificar um companheiro, pensando, quem sabe, em herdar seu mandato, faz com que muitos esqueçam delas e adotem posturas que criticamos nos adversários…”

Sem barulho

Ainda não há nada decidido, mas se houver queima de fogos de artifício no Morro do Imperador na virada do ano, ela deve ocorrer sem barulho. Essa foi a condição imposta pelo prefeito Antônio Almas para tratar do assunto. O mais provável, porém, deve ser a opção pela não realização do evento em função da falta de recursos pela Prefeitura. Vários movimentos estão em curso para defender a queima no modo silencioso para evitar danos aos animais.

Paulo Cesar Magella

Paulo Cesar Magella

Sou da primeira geração da Tribuna, onde ingressei em 1981 - ano de fundação do jornal -, já tendo exercido as funções de editor de política, editor de economia, secretário de redação e, desde 1995, editor geral. Além de jornalista, sou bacharel em Direito e Filosofia. Também sou radialista. Meus hobbies são leitura, gastronomia - não como frango, pasmem - esportes (Flamengo até morrer), encontro com amigos, de preferência nos botequins.E-mail: [email protected] [email protected]

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