PÉ NO FREIO
Ainda não dá para comemorar, mas a redução dos acidentes nas estradas durante a Semana Santa foi emblemática não só em comparação ao ano passado, mas também ao carnaval, quando o volume de ocorrências impressionou até mesmo os especialistas. Não houve mudança de cenário: as rodovias continuam com problemas; e até mesmo nas que têm obras, como a BR-040, os trechos críticos ainda carecem de intervenção. Mas é preciso destacar as campanhas de conscientização realizadas no período pré-feriadão, como a da Ordem dos Advogados do Brasil, subseção Juiz de Fora.
Na luta pela redução dos acidentes, a OAB apontou que a prevenção ainda é a melhor alternativa para inibir a violência que impera nas rodovias. A Polícia Rodoviária, tanto na instância estadual quanto na federal, também antecipou estratégias que acabaram dando certo. O motorista brasileiro precisa ser lembrado sistematicamente de que o carro não é uma arma.
Com os veículos cada vez mais potentes, a sistematização das advertências tem que ser enfatizada. O atual ciclo, talvez em função do próprio ritmo de tempo real da internet, também é de pressa. As demandas já não são mais para depois, são para agora. Há uma impaciência generalizada que pode ser constatada em várias frentes, principalmente no trânsito. Em função disso, é necessário o pé no freio não apenas no sentido literal, mas também na discussão de que é preciso calma ao dirigir, pois todos perdem em acidentes.
É certo que tais apelos não isentam os governos de providências formais, como melhoria das condições de tráfego nas estradas e nas cidades, pois se trata de uma questão sine qua non, mas é vital conjugar ações públicas e privadas se há, de fato, interesse em pacificar o comportamento dos ocupantes do volante.











