Tudo como antes

Por Paulo Cesar Magella

Continua o impasse no PSB sem perspectiva de solução imediata. Os dois lados, isto é, o grupo de Márcio Lacerda, e a nacional do partido, representada pelo deputado Júlio Delgado, atuam apartados, a começar pelas coligações. Delgado voltou a garantir nesta quarta-feira que não procedem as especulações em torno de possíveis entendimentos para se encontrar uma saída que atenda aos dois lados. “Não tem essa negociação. A nacional tem a palavra final e já estamos acertados em coligação com o Partido dos Trabalhadores, PCdoB, PR e PSDC. Tanto a ata que eles fizeram quanto os acordos de coligação são fake”, enfatizou.

Plano B

A discussão que está na pauta em Belo Horizonte é uma espécie de plano B. Se houver, de fato, o impedimento da candidatura de Márcio Lacerda, o seu candidato a vice, Adalclever Lopes, do MDB, assume a cabeça de chapa, ficando, desta feita, formalizado o projeto da candidatura própria emedebista. Mas falta, nesse caso, definir quem seria o vice, pois o Senado seria disputado pelo deputado Jaime Martins, do PROS. A outra vaga chegou a ser oferecida ao ex-prefeito Bruno Siqueira, mas tanto ele quanto se grupo entenderam que, com tempo de TV dividido, é melhor manter a aposta para deputado estadual.

Primeira viagem

A declaração da candidata ao Senado pelo PT, Dilma Rousseff, durante aula na UFMG, de que o brasileiro paga pouco imposto, tornou-se mote do discurso de seus adversários. Em visita a Montes Claros, na sua primeira viagem na condição de também candidato ao Senado, o deputado Rodrigo Pacheco classificou a fala de sua oponente de infeliz, pois, a começar por Minas, os brasileiros têm uma carga tributária excessivamente alta. Pelas redes sociais, o deputado Marcus Pestana (PSDB) também se considerou estarrecido com o discurso da ex-presidente.

Na coletiva no Norte de Minas, Pacheco também de sua mudança de patamar, isto é, de candidato a governador pelo DEM a candidato ao Senado: “decorre de um apelo nacional de meu partido e do candidato tucano à presidência, Geraldo Alckmin, para que pudesse ser feita uma convergência em Minas”. Completou dizendo que se rendeu ao apelo com muita honra, e foi a forma como assumiu a candidatura de senador na chapa liderada pelo candidato a governador Antônio Anastasia “num projeto que viabilizará também a ida do candidato Geraldo Alckmin ao segundo turno. Os desafios são grandes. Vamos dividir essa responsabilidade num grande processo de união, que mistura juventude experiência” destacou.

 

 

Paulo Cesar Magella

Paulo Cesar Magella

Sou da primeira geração da Tribuna, onde ingressei em 1981 - ano de fundação do jornal -, já tendo exercido as funções de editor de política, editor de economia, secretário de redação e, desde 1995, editor geral. Além de jornalista, sou bacharel em Direito e Filosofia. Também sou radialista. Meus hobbies são leitura, gastronomia - não como frango, pasmem - esportes (Flamengo até morrer), encontro com amigos, de preferência nos botequins.E-mail: [email protected] [email protected]

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