Dia dos mártires
O 21 de abril, comemorado como Dia da Inconfidência, e que em Minas é motivo de celebração especial em Ouro Preto, já não sinaliza mais apenas para a morte do alferes. Nesta mesma data, em 1985, foi confirmada a morte de Tancredo Neves, internado em estado grave desde o dia da posse, prevista para 15 de janeiro, que ele não tomou. Se hoje estivese vivo, o ex-presidente estaria estarrecido com as investigações da Lava Jato, que colocam em xeque lideranças de todos os partidos, inclusive seu neto Aécio, que ele esperava um dia ver na Presidência da República.
Incomodados
Lideranças estaduais continuam incomodadas com o tal convite para o evento de segunda-feira passada, na Câmara Municipal, quando se discutiu a segurança pública na região. As assessorias dos deputados Antônio Jorge Marques e Lafayette Andrada insistem em apontar que não receberam convites. Mesmo diante da informação da Câmara de ter feito o encaminhamento da correspondência via e-mail, garantem que essa mensagem não chegou aos gabinetes.
Outra chance
Como haverá novo encontro, o que se avalia é o passo seguinte, isto é, os deputados – previamente convidados – devem participar, pois são estratégicos nessa discussão. Tanto Lafayette Andrada quanto Antônio Jorge Marques foram secretários de Estado e conhecem os bastidores do poder em Belo Horizonte. Antes, já no dia 27, os membros da Comissão de Segurança da Câmara serão recebidos pelo secretário de Segurança, Sérgio Barbosa Menezes, para tratar do sucateamento da Polícia Civil.
Desconforto
A vinda a Juiz de Fora do diretor de Recursos da Codemig, Zito Vieira, causou desconforto em Belo Horizonte. O que se dizia nos bastidores é que ele não tinha autonomia para tratar de assuntos como o “Voe Minas” e a ocupação do Expominas. Mas ocorreu justamente o contrário. Acompanhado de correligionários do PCdoB, partido que o indicou para o posto, ele falou sobre todos os temas com desenvoltura. As indicações políticas, com frequência, causam ruídos entre os funcionários de carreira.






