Painel 28-12-16

Por Paulo Cesar Magella

Corrida aos cargos

Diplomados, esperando apenas a posse para começarem suas atividades formais na Câmara Municipal, os vereadores eleitos em outubro se voltam, agora, para o jogo de bastidores em torno dos cargos comissionados do Legislativo. É jogo bruto, pois enquanto uns chegam com pequenos pleitos, outros, que já conhecem os corredores do Palácio Barbosa Lima, se apresentam com robustas listas. Hoje, pela legislação, cada um dos vereadores tem direito a oito assessores, mas postulam espaço em outras áreas da casa, daí a troca que deverá ocorrer nos próximos dias.

Afilhados

Vereadores que perderam as eleições levam com eles seus cargos de confiança, salvo quando há algum tipo de acordo. Até então, os deputados Noraldino Júnior e Isauro Calais, que tinham afilhados no Legislativo, por terem sido vereadores até 2014, ainda conservavam postos na Câmara. A mudança deve afetá-los também. A saída, se for o caso, é levar tais assessores para Belo Horizonte, onde os gabinetes da Assembleia abrigam um número bem mais expressivo de assessores.

Tem prazo

O Conselho de Amigos do Museu Mariano Procópio tem prazo até o dia 20 de janeiro para definir a lista tríplice com os candidatos à superintendência do Museu Mariano Procópio, a ser encaminhada ao prefeito Bruno Siqueira. Com o período de férias, os conselheiros só devem se reunir quando houver a certeza de quórum, o que é mais provável após a primeira semana de janeiro. Não será surpresa se o atual superintendente, Douglas Fazolato, se apresentar como um dos candidatos.

 

Cruz e espada

Há cerca de duas semanas, a pressão de militares e funcionários públicos do estado deu resultado, e foi aprovado o auxílio aos estados sem a contrapartida, mas este pode ter sido um jogo de dois tempos. No primeiro, a decisão do Legislativo acalmou os ânimos, mas o Governo já avisou aos governadores que, sem as contrapartidas, o dinheiro não vai sair. Pelo que se vê, o impasse irá retornar aos gabinetes. Se topam contrapartidas, os governadores se indispõem com o funcionalismo. Se não aceitam, não terão outra alternativa para cumprir os compromissos financeiros.

Guilherme Arêas

Guilherme Arêas

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