Seu perfil, sua identidade
Tempos atrás, quem poderia prever que o recurso que uniria milhões de pessoas em uma única plataforma, em uma comunidade, seriam as redes sociais? No máximo, o assunto era teoria dos estudiosos da informática. Nem movimentos políticos e sociais foram capazes de tamanha façanha.
A adesão exponencial e crescente da população aos diversos serviços disponíveis pela rede (internet) a torna uma ferramenta eficiente de comunicação, com a capacidade de influenciar as mais diversas questões políticas da atualidade.
É eminente o destaque do Facebook dentre todos os serviços aos quais ele se assemelha (as redes sociais). Pessoas, usuários com um perfil na rede, fazem uso de suas páginas da forma que lhes convém. Contudo, é inegável que possuir um perfil no Facebook é se expor ao mundo. As páginas, sejam comerciais ou pessoais, são o espelho do seu utilizador. Sabendo disso, algumas empresas em processos seletivos têm solicitado aos candidatos suas páginas e as utilizam como mais uma das formas de avaliação do pretendente, observando seus interesses e atividades.
Tomar uma rede social como referência e fator auxiliador na contratação de um profissional é, no mínimo, uma questão muito delicada, considerando a informalidade em que o serviço está envolvido. A atitude do mercado de trabalho em utilizar as redes sociais como parâmetro avaliativo de candidatos está, aos poucos, impondo uma espécie de censura aos usuários de diversas redes, pois estes, de certo modo, irão moldar suas atitudes na internet ao que entendem como padrão comportamental. Opiniões políticas, religiosas e até mesmo orientação sexual estão sujeitas à censura mediante o novo fenômeno, uma vez entendido que não se tem um critério de seleção definido, por parte da análise de uma página virtual, em um portal de relacionamentos.









