Ser espírita
Nos últimos dias, diversos telefonemas, inclusive da imprensa, chegaram à Casa do Caminho, tratando especificamente dos recentes resultados do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontando para o crescimento do número de adeptos da Doutrina Espírita. Nossa cidade, inclusive, apresentou um aumento acima da média nacional. A pergunta feita aos trabalhadores membros da equipe de nossa Casa é sempre a mesma: por que tal expansão? Alguns chegaram a dizer se tratar da grande ênfase dada pela mídia nacional ao espiritismo, fazendo referência clara aos filmes recentemente lançados. Cabe esclarecer que tais alegações não fazem sentido: as obras lançadas pelo cinema são posteriores ao censo e venhamos: ninguém em sã consciência se converte a uma religião motivado por um filme, por mais espetacular que seja.
Muitas respostas podem explicar o avanço da Doutrina Espírita no Brasil e fora dele. Para não incorrer em divagações, recorremos ao brilhantismo mediúnico de Francisco Cândido Xavier, o nosso Chico Xavier, que, em 1961, publicou o livro Justiça Divina. Logo nas primeiras páginas encontramos a mensagem intitulada Espiritismo explicado, cujos trechos transcrevemos: Indagavas quanto ao grande porvir. A Doutrina Espírita sossegou-te as ânsias, explicando que te encontras provisoriamente no mundo, a serviço do próprio burilamento, para a imortalidade vitoriosa. Perguntavas sobre os amargos desajustes entre corpo e alma, quando a enfermidade ou mutilação aparece. A Doutrina Espírita serenou-te a aflitiva contenda íntima, explicando que a individualidade eterna se utiliza, temporariamente, de um corpo imperfeito, como alguém que se vale de instrumento determinado para determinada tarefa de corrigenda de si mesmo. Inquirias com respeito à finalidade dos problemas domésticos.
A Doutrina Espírita harmonizou-te o pensamento, explicando que o lar é instituto de regeneração e de amor, onde retomas a convivência dos amigos e desafetos das existências passadas, para a construção do futuro melhor. Interrogavas em torno dos entes amados, além-túmulo. A Doutrina Espírita dissipou as dúvidas, explicando que o sepulcro não é o fim, tanto quanto o berço não é o princípio…
Eis algumas razões para adesão ao Espiritismo, essa filosofia que valoriza Jesus em seus ensinos. Ensinos que, quando seguidos, levam-nos à felicidade de trabalhar na correção pessoal, tendo como princípio a união fraterna de todos. Assim seja.










