A internacionalização do aeroporto
Com o importante apoio da Tribuna durante os últimos dez anos, procuramos demonstrar a importância deste investimento que será, com o passar do tempo, o mais importante projeto criado na Zona da Mata em todos esses anos: o Aeroporto Presidente Itamar Franco. Defendíamos não um aeroporto comum para embarque e desembarque de passageiros, mas um real polo de desenvolvimento regional que será o maior multiplicador de rendas e empregos diretos e indiretos, capaz de, por suas operações, gerar um enorme número de empresas, que transformarão por completo esta região, a qual, no passado, foi um dos mais importantes polos de desenvolvimento de Minas Gerais. A estagnação regional está no fim. A maturação total de um investimento como este demora anos, como aconteceu com o Aeroporto Internacional de Confins.
Em entrevista à TV e aos jornais, Denilson Duarte, diretor da Multiterminais Alfandegados do Brasil, declarou que, dentro de 90 dias, com o aproveitamento total da pista de 2.530 metros de extensão e 45 metros de largura, deverão ser iniciadas as operações com aviões cargueiros capazes de levar a produção da Zona da Mata, como café, móveis, roupas, laticínios, carnes, frutas e outras coisas, com mais rapidez para todo o Brasil. Estão também adiantadas as providências para tornar este local o segundo aeroporto internacional de Minas Gerais. Para que isso ocorra, deverão ser instalados postos da Polícia Federal e da Receita Federal.
O que é importante é que as operações cargueiras não impedirão que as atuais operações com passageiros possam ser aumentadas tanto para todo o país como também para o exterior. Para quem não acreditava no investimento, desde sua inauguração, no ano passado, 55 mil passageiros passaram por ali só com dois voos de ida e volta de Juiz de Fora para Campinas. Diversas empresas nacionais e internacionais têm visitado este novo sítio aeroportuário, na expectativa de se utilizar ali, ou como escala entre os aeroportos do Nordeste, do Norte e do Sul do Brasil, aviões maiores com 128, 170 ou 230 passageiros.
A TAM, a Gol, a Azul e outras empresas nacionais e internacionais estão fazendo avaliações e desenhando novas rotas abrangendo o Itamar Franco. Faltam, ainda, ajustes na malha aérea para que novas empresas comecem a pousar ali. Mesmo com dois voos diários, o aeroporto já é o quinto de Minas Gerais em movimento, situando-se logo depois dos aeroportos de Confins, Pampulha, Uberlândia e Montes Claros. As cidades de Juiz de Fora, Barbacena, Ubá, Cataguases, Leopoldina, Muriaé, São João del-Rei e Viçosa serão enormemente beneficiadas.










