Cada um com a sua parte
Como quase todo juiz-forano, sou apaixonada pela beleza natural do Rio de Janeiro. Mas confesso que, apesar de algumas restrições ao estilo de vida carioca, agora também estou admirada com o posicionamento de seus moradores. Uma pesquisa publicada este mês mostrou o orgulho que o carioca tem pela sua cidade. E, no estudo, ele não se refere apenas às belas paisagens. Nele, o carioca reconhece todas as deficiências urbanas, inerentes aos municípios de grande porte, e admite que, para ficar melhor, o cidadão também precisa fazer a sua parte. E é aí onde quero chegar.
Tenho imenso orgulho de Juiz de Fora, tanto que sempre me coloquei à disposição para promover seu desenvolvimento e estou à frente de uma das secretarias mais complexas, cujas medidas nem sempre agradam, pelo rigor com que devem ser aplicadas. Mas gosto do que é correto, não tenho medo de cumprir a lei, e a missão da Secretaria de Atividades Urbanas é justamente essa: cuidar para que as pessoas tenham seus direitos respeitados, promover a segurança e o bem-estar. E é muito gratificante encontrar cidadãos – a maioria – que cumprem seus deveres, não porque estão sujeitos a penalidades e multas, mas porque, primeiro, respeitam o próximo, prezam a harmonia e entendem cidadania como também cuidar bem de onde vivem.
Pobre ou rico, estes cidadãos evidenciam carinho por Juiz de Fora. Não jogam entulho em lotes vagos, capinam seus terrenos, levam sacolas plásticas para recolher as fezes de seus cães nas ruas, conservam passeios, limpam marquises, não comercializam produtos clandestinos e não transferem para o Poder Público responsabilidades que começam em casa. O que leva um cidadão a depositar lixo na calçada do vizinho ou completamente fora do dia e horário da coleta? A jogar cigarro ou lata de cerveja pela janela do carro? A ouvir música como se estivesse numa ilha deserta? Ou simplesmente estacionar o seu carro, rapidinho, em um local proibido? Rapidinho… Não, não podemos.
Pequenas infrações nos equiparam a quem só respeita uma lei: a Lei do Gérson, de levar vantagem em tudo, pela qual a nossa tolerância – a minha e a sua – deve ser zero.
Reconheço que existem, sim, imperfeições nos serviços públicos e adianto que naquilo que compete à Prefeitura estamos providenciando melhorias. Estamos fazendo a nossa parte. Juiz de Fora está em transição para ser uma cidade de grande porte. Por isso, insisto que precisamos zelar por nossa cidade como o fazemos pela nossa casa. E que ter orgulho é tão necessário quanto advertir e punir quem não cumpre o Código de Posturas do Município. Ricos ou pobres, os nossos hábitos e atitudes dizem quem somos e a cidade que queremos.










