Acolhimento ao Migrante


Por EQUIPE IGREJA EM MARCHA

21/01/2012 às 07h00

O Dia Mundial do Migrante e do Refugiado foi comemorado pela Igreja no último dia 15 de janeiro com uma mensagem do Papa Bento XVI, com o título Migrações e nova evangelização. Em sua fala, o pontífice externou sua preocupação com a situação desumana em que vivem milhares de pessoas, migrantes e refugiadas, em todo o mundo, tendo seus direitos e dignidade humana desrespeitados. A hora presente chama a Igreja a realizar uma nova evangelização, inclusive no vasto e complexo fenômeno da mobilidade humana, intensificando a ação missionária tanto nas regiões de primeiro anúncio, como nos países de tradição cristã, propõe o Santo Padre.

Na sociedade contemporânea, afirma o Papa, em busca de melhores condições de vida, ou para fugir de condições de violência, como guerras, miséria e catástrofes naturais, foi produzida uma grande mistura de pessoas e de povos sem precedentes, com novas problemáticas do ponto de vista não só humano, mas também ético, étnico, religioso e espiritual. A Igreja enfrenta o desafio de ajudar os migrantes a se manter firme a fé, mesmo quando falta o apoio cultural que existia no país de origem, lançando mão inclusive de novas estratégias pastorais, assim como de métodos e linguagens para um acolhimento vivo da Palavra de Deus.

Bento XVI diz, na mensagem: Mas o atual fenômeno migratório é também uma oportunidade providencial para o anúncio do Evangelho no mundo contemporâneo. Homens e mulheres provenientes das mais diversas regiões da terra, que ainda não encontraram Jesus Cristo ou que O conhecem só de maneira parcial, pedem para ser acolhidos em países de antiga tradição cristã. Em relação a eles, é necessário encontrar modalidades adequadas para que possam encontrar e conhecer Jesus Cristo e experimentar o dom inestimável da salvação, que para todos é fonte de ‘vida em abundância’ (cf. Jo 10,10); os próprios migrantes desempenham um papel precioso a esse respeito, porque podem, por sua vez, tornar-se ‘anunciadores da Palavra de Deus e testemunhas do Senhor Ressuscitado, esperança do mundo’.

O Papa destaca ainda a importância do papel da imprensa e dos meios de comunicação: desempenham um papel importante para fazer conhecer, com imparcialidade, objetividade e honestidade, a situação de quantos foram forçados a deixar a sua pátria e os seus afetos e desejam começar a construir uma nova existência… Os refugiados que pedem asilo, fugindo de perseguições, violências e situações que põem em perigo a sua vida, têm necessidade da nossa compreensão e acolhimento, do respeito pela sua dignidade humana e por seus direitos, assim como da consciência dos seus deveres. Como bem lembra o pontífice, este é o momento de acolhimento a quem sofre.