Jornada Mundial da Juventude
Nesta semana, em Madrid, está se realizando o grande encontro dos jovens com o Papa: a Jornada Mundial da Juventude – JMJ. Inovada em 1985 pelo papa João Paulo II, ela acontece de três em três anos em diferentes partes do mundo. Milhares de brasileiros, entre os quais uma dezena de juiz-foranos acompanhada pelo arcebispo dom Gil Antônio Moreira, participam desta semana de estudo e oração. Discorrendo sobre o tema deste ano: Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé, o papa Bento XVI disse que a juventude é como a árvore, precisa de raízes profundas para crescer e de alicerces firmes na fé em Cristo para enfrentar os desafios da vida moderna. Numa mensagem de esperança, o pontífice pediu que os jovens sejam protagonistas da verdade e do bem.
A iniciativa do papa de se reunir periodicamente com os jovens é um dos sinais do interesse e da preocupação que a Igreja tem em relação à juventude. Interesse e preocupação que tiveram os bispos do nosso continente reunidos em Aparecida no mês de maio de 2007 para a V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe. O texto conclusivo do encontro, o Documento de Aparecida, afirma que a juventude merece especial atenção não só porque os jovens e adolescentes constituem a grande maioria da população, mas porque a juventude tem a generosidade e capacidade para se opor às falsas ilusões de felicidade e aos paraísos enganosos das drogas, do prazer, do álcool e de todas as formas de violência (D.Ap. 443). Os bispos constatam com preocupação que inúmeros jovens passam por situações que os afetam significativamente, como as sequelas da pobreza, os prejuízos de uma educação de baixa qualidade, a ausência na esfera política, devido à desconfiança que geram as situações de corrupção; preocupam-se também com o uso indiscriminado e abusivo que muitos jovens fazem da comunicação virtual (D.Ap. 445). Diante destes desafios, os bispos sugerem algumas linhas de ação, em particular a consolidação da Pastoral da Juventude, que ajuda os jovens a se formarem para a ação social e política e as mudanças de estrutura, conforme a Doutrina Social da Igreja, e a capacitação dos jovens para que tenham oportunidades no mundo do trabalho, evitando que caiam na droga e violência ( D.Ap. 447).
A nossa Igreja particular de Juiz de Fora se preocupa também em relação à juventude. O recente Documento Sinodal, promulgado em 13 de junho passado por dom Gil, afirma: Evangelizar os jovens da geração do século XXI é uma tarefa ao mesmo tempo desafiadora e empolgante. Estamos na era do subjetivismo, do relativismo, e a idade juvenil é mais influenciável nesse aspecto (pg. 49). Por isso, é urgente oferecer aos nossos jovens uma formação integral, humana, cristã e eclesial e formar lideranças conscientes da situação do mundo e da Igreja e compromissadas com a ação evangelizadora (pg. 51).
A Jornada Mundial da Juventude vem nos lembrar que, num mundo em rápida e turbulenta transformação, toda a Igreja, laicato e clero, tem a responsabilidade de ajudar os jovens a encontrarem resposta aos seus anseios e desafios.










