Acabar com a pedofilia


Por NORALDINO JUNIOR

29/12/2011 às 07h00

Um dos crimes mais hediondos praticados na sociedade, não é de hoje, é o da pedofilia. O assunto, que deveria ser tratado abertamente na escola e dentro da família, muitas vezes é escondido por trás de um falso pudor que só faz aumentar a cada dia o número de vítimas.

Com este texto, pretendo chamar a atenção de todos para o assunto, que é delicado, mas que não pode deixar de ser discutido. Enquanto escrevo, muitas crianças podem estar sofrendo abuso sexual no mundo. Pesquisa realizada por entidades que trabalham em parceria com o Ministério da Justiça indica que, a cada oito minutos, uma criança brasileira é vítima de abuso. São cerca de 60 mil casos por ano, a maioria meninas (80% dos casos). Os abusadores preferem vítimas entre 2 e 10 anos, faixa que corresponde a 82% dos registros. Os números mostram que, em 90% dos casos, a criança é abusada por alguém que conhece. Os que mais aparecem na lista de abusadores são: pai biológico, padrasto, tios, avôs e irmãos. Na maioria das vezes, o vilão vive dentro de casa e possui alto nível de escolaridade.

Uma das vilãs para o aumento de vítimas da pedofilia hoje é a internet. Com o aumento da utilização das redes sociais no Brasil, aumentam também os casos de abuso sexual a crianças e adolescentes. Por isso, os pais devem ficar atentos. Estabelecer uma forma de diálogo aberta com as crianças desde cedo é uma maneira de conscientizá-las sobre esse perigo que ronda a nossa sociedade. E, acredite, o seu filho pode não estar seguro dentro da sua própria casa. Manter os computadores em locais de acesso comum, como a sala, por exemplo, facilita o monitoramento dos pais.

O crime da pedofilia resulta em danos irreparáveis para o desenvolvimento físico, psíquico, social e moral das crianças e adolescentes suscetíveis a esse tipo de violência. Entre outras consequências, as vítimas estão sujeitas à dependência de drogas, à gravidez precoce e indesejada, a distúrbios comportamentais e a doenças sexualmente transmissíveis.

Tenho certeza de que juntos podemos combater essa forma cruel de violência contra nossos jovens. Se você é pai ou mãe, demonstre que é amigo do seu filho. Estando próximos das nossas crianças e adolescentes, e mostrando a elas que, em nossa companhia, estão seguras, elas também terão a segurança de nos contar sobre sua vida, sobre como foi o seu dia, se fizeram novas amizades e o que fazem na internet.