A vida se resume em decisões


Por ANTONIO S. GERVASON DE MACEDO

31/01/2012 às 07h00

Desde que nascemos, a vida é repleta de decisões, a começar pelo parto ou pela cesariana, ou melhor, antes: ter ou não ter filhos. Assim vamos envelhecendo, sem jamais deixarmos de praticá-las. Por vezes, umas são mais fáceis de ser resolvidas e outras, de extrema dificuldade, muitas vezes nos levam a sofrimentos quase que intermináveis ou a consequências drásticas, que nos fazem tirar os pés do chão e voar para locais inimagináveis.

Parece estranho um tema dessa natureza ser abordado num meio de comunicação, entretanto o quanto de mau poderíamos evitar em não precipitar frente às dificuldades e aos atropelos que a própria vida nos impõe, querendo ou não.

Um irmão, certo dia, me disse: saber esperar é sinal de inteligência; não precipitar, não agir com a emoção, e sim com a razão, analisar os fatos o mais friamente possível e, principalmente, mirar nas consequências que poderão surgir em relação às nossas decisões.

Muitas vezes, com a empolgação do momento, tomamos certas decisões que nos levam tanto à falência de bens materiais como à destruição de famílias, que por décadas viveram em harmonia, contribuindo para um mundo melhor. Repentinamente tudo se vai, vêm as depressões, o pânico, a angústia e o medo, e a pessoa se vê num labirinto sem encontrar a saída.

Por tudo isso, é importante termos um tempo para nós; parar, pensar, raciocinar. Certificar-se que o certo ou o errado é relativo, pois todos se julgam corretos em sua maneira de pensar, ainda mais no mundo agitado em que vivemos, onde a massificação do trabalho pisoteia até mesmo o lazer com os entes mais queridos. Pense nisso. Certamente podemos tomar decisões mais acertadas e vivermos num mundo menos desolador.