A falsa democracia


Por NICOLAS YOUSSEF NAKHLE - ADVOGADO

22/05/2012 às 07h00

Os brasileiros não merecem ser tratados como atualmente, com total desprezo pelos seus políticos. A nação convive semanalmente com notícias de corrupção nas manchetes de jornais, revistas e em todas as emissoras de televisão do país. Pessoalmente, fiquei farto e desgostoso ao assistir às sujeiras desses políticos nojentos que não respeitam o direito do cidadão brasileiro. A população paga os tributos mais caros do mundo e sequer é informada sobre o destino do dinheiro entregue ao Governo. É lamentável parte desses impostos estar sendo desviada e repassada a favor desses gatunos. Eles se beneficiam ilegalmente e somam a esses valores salários absurdos. Do outro lado da moeda, aparece uma cena triste e comovente: uma mulher pobre chorando, implorando e lutando por um emprego para receber o valor bruto de um salário mínimo ao final do mês. O pior é que a farra desses vândalos e a roubalheira dos políticos está ficando impune.

O povo brasileiro deve reagir, manifestar-se e colocar um basta nessa injustiça social, assim como deve dar ciência aos políticos de que o povo unido é capaz de modificar a atual conjuntura política brasileira. Entretanto, os brasileiros são verdadeiros carneiros, aceitando a submissão imposta por esses malditos políticos, indiferentes e egoístas, que não procuram oferecer o bem-estar ao nosso povo, e sim a si próprios e a suas partes.

A presidente Dilma tem boas intenções ao lutar para melhorar a vida dos menos favorecidos. Admiro a bravura dessa mulher, pois administrar as sujeiras desses políticos, inclusive as chantagens que deve receber para atender aos caprichos e interesses deles, não é fácil.

O Brasil terá muitas oportunidades para alcançar o auge da sua magnitude mundial, mas, sendo governado com a atual classe política, corrupta, jamais o país chegará à verdadeira democracia plena. Em várias ocasiões, orientei os brasileiros a valorizarem o voto, escolhendo um candidato digno e honesto. Porém, a grande maioria dos eleitores (perdoem-me a franqueza) não está apta para o voto consciente. Com isso, é preferível a presidente Dilma, com o apoio do povo, formar um governo apolítico e honesto, que poderá governar por decretos, implantando as reformas necessárias, com um regime forte e autoritário durante um período de seis meses a um ano (semelhante ao governo do saudoso general Charles de Gaulle, na França). Estando o país em ordem, a presidente deverá convocar eleições com políticos patriotas e sérios. Assim, poderemos afastar a presença desses fantasmas. O Brasil agradece.