Pelo idoso
Penso que datas comemorativas deveriam servir para promover reflexão sobre o que elas representam na sociedade. Por exemplo, essa do último dia 9, que reverencia o dia do idoso em Juiz de Fora: como está a inserção social do idoso na cidade? O fato de se ter um dia no calendário dedicado ao idoso não significa que ele está protegido socialmente. Significa que muito trabalho precisa ser feito para colocá-lo num patamar de respeito e cidadania na comunidade. Esse é o maior desafio: como colocar o idoso na agenda pública?
A Gestão Pública municipal tem que se movimentar na direção de efetivar as leis municipais já existentes e, principalmente, implementar políticas públicas para os cidadãos idosos juiz-foranos. São mais de 70 mil pessoas idosas que vivem na cidade. Juiz de Fora precisa se preparar para receber a longevidade de seus habitantes. Como escreveu há dias nesta Tribuna, o vereador Isauro Calais chama a atenção da comunidade para a presença cada vez maior de idosos na cidade e o que a cidade vem fazendo para atender as suas necessidades. Precisamos avançar.
Na atenção à saúde, os idosos mais fragilizados/dependentes não contam com recursos sociais para atendimento. Daí que se faz necessário a criação de Centro-Dia: um espaço de convivência associado à intervenção inter/multidisciplinar com a participação de profissionais capacitados com a manutenção do vínculo familiar do idoso.
No campo da assistência social, nessa área de atuação com idosos fragilizados, é imprescindível a criação e/ou apoio público para gestão de ILPI (instituição de longa permanência para idoso): a demanda por cuidado aumenta à medida que a idade avança e a cidade envelhece. Quais são as alternativas de cuidado aos idosos fora da família disponíveis em Juiz de Fora?
É inegável a contribuição do Pró-Idoso, do Departamento de Saúde da Terceira Idade no âmbito da gestão pública e de outros serviços realizados por outras importantes instituições no fortalecimento da cidadania do idoso na cidade, mas, se levarmos em conta o número de idosos existentes, outras respostas precisam ser dadas, principalmente para os idosos mais vulneráveis de saúde e de pouquíssimos recursos financeiros.











