Permitam-me dizer que acho que nos falta força reivindicatória em Juiz de Fora.
Tenho notado, com tristeza, que a passividade é marca predominante na política local, conforme dados que guardo na memória. Quando foi construída a BR-040, a via dupla terminava, sem explicações, em Matias Barbosa. A duplicação chegou a Juiz de Fora quando a concessionária começou suas atividades, muitos anos depois. Só tivemos uma saída segura para o Rio de Janeiro, no Salvaterra, depois de quase 20 anos da conclusão da BR-040. E só foi conseguida quando um juiz-forano foi diretor do DNER.
É um verdadeiro atentado o trabalho que fizeram nessa mesma rodovia: um acesso em nível para o Rio de Janeiro, no km 784, num cruzamento perigoso, por onde passam inúmeros veículos, inclusive todos os ônibus que se destinam ao Rio de Janeiro, São Paulo e a outros centros importantes. O mesmo se diga quanto à saída para Lima Duarte. Em outros estados, em estradas de menor movimento, os cruzamentos e vias de acesso são sempre através de túneis ou viadutos.
É incrível que não haja uma vigorosa luta política no sentido da retirada dos trilhos da ferrovia do Centro da cidade! Essa ferrovia, além de prejudicar seriamente o tráfego, compromete muito o visual da cidade. Em vez disso, construímos mergulhões e viadutos e nos orgulhamos dessas obras…
É incrível, ainda, que uma cidade do porte da nossa conviva com o tráfego de carretas pesadas, que ocasionam danos ao pavimento (malfeito) das nossas ruas e avenidas. A ligação desta importante cidade com a sua capital é feita de forma precária, para não dizer irresponsável. Nossos políticos calaram-se diante dessa maquiagem feita no trecho Juiz de Fora-Belo Horizonte, onde foi usado o acostamento (que não tem medida compatível com o de uma pista) para mascarar uma duplicação criminosa que, além de ser muito estreita e sem acostamento, subitamente se transforma em pista simples porque as antigas pontes não foram alargadas.
Por tudo isso, acho muito oportuna uma reflexão desapaixonada e profunda.










