Educação começa no peito
Sim! No peito da mãe que amamenta! Que prepara, por seu generoso leite, o corpinho e a mente de seu rebento para iniciar seus contatos com a vida fora de seu também generoso útero. Para começar a cobrar do mundo sua participação nele. Com direito a solicitar alimento – pelo choro que aprende -, a pedir atenção dos pais – pelos riscos que não conhece -, a receber instrução pela solidariedade daqueles com quem convive – babás, professores e vizinhos -, enfim, famílias, famílias e famílias.
Famílias que hoje desapareceram pela mentalidade consumista da sociedade moderna, na qual a atração pelo lucro material supera a nobreza da hoje esquecida vocação, que levava os jovens a focalizarem suas futuras profissões na nobreza que continham, como o amor ao seu semelhante, pela vocação médica, ou como a luta pela justiça, na vocação ao direito!
O pior, acima de tudo, é que a inversão de valores existenciais, como o direito de sobreviver pela educação verdadeira, pelo trabalho bem-remunerado para todos, e o apelo concreto à honestidade, pela punição rigorosa e exemplar aos criminosos, continua postergada para as calendas!
Para terminar, necessidade da escolha correta e competente daqueles que são pagos pelos cidadãos para os representarem nos vários setores governamentais, exigindo deles que sejam exemplos de conduta e, jamais, aquilo que têm sido: corruptos e protegidos pela impunidade e pela imunidade que eles mesmos criaram. Educação, sim! Família, sim!
Única maneira de criar caráter no povo e acabar com a violência, a corrupção e a criminalidade, que assolam nosso país, partindo não apenas das classes desprotegidas, abandonadas e revoltadas, mas, especialmente, dos responsáveis – leiam-se governos -, que deveriam dar tudo de si mesmos para acabar com tais desumanas e cruéis diferenças, mas que parecem compactuar com aqueles que, mesmo condenados, permanecem impunes!











