Painel 14-09-16

Por Paulo Cesar Magella

Metas de Lafayette

O candidato Lafayette Andrada (PSD), em entrevista à Rádio CBN, ontem, enfatizou sua experiência como secretário de Defesa Social do Governo Antonio Anastasia para defender a implementação de projetos na área de segurança pública. Ele foi o quarto a ser ouvido na série que a rádio e a Tribuna estão realizando com previsão de encerramento no dia 29, quanto todos os candidatos se enfrentarão em um debate, entre 10h e 12h, no auditório do Independência Trade. A próxima entrevistada será Victória Mello (PSTU), amanhã, entre 10h30 e 11h30. Todas as entrevistas estão sendo reproduzidas, no dia seguinte, nas páginas da Tribuna. Sob mediação do radialista Marcelo Juliani, os candidatos estão sendo sabatinados pelos jornalistas Renato Salles, da Tribuna, e Márcio Santos, da CBN.

 

JF unânime

Os três deputados federais com domicílio eleitoral em Juiz de Fora – Margarida Salomão (PT), Marcus Pestana (PSDB) e Júlio Delgado (PSB) – votaram a favor da cassação do mandato do deputado Eduardo Cunha, na noite de segunda-feira. Entre os 53 deputados mineiros, somente a deputada Dâmina Pereira (PSL) votou contra a decisão do Conselho de Ética, enquanto os deputados Saraiva Felipe (PMDB), Mauro Lopes (PMDB) e Delegado Edson Moreira (PR) se abstiveram. Este ganhou notoriedade quando presidiu o primeiro inquérito que culminou com a prisão do goleiro Bruno, acusado de mandar matar a namorada Elisa Samúdio.

Para votar

Entre os mineiros, cinco deputados não compareceram à sessão de segunda-feira: Luiz Fernando Faria (PP), Aelton Freitas (PR), Marcelo Aro (PHS), Miguel Corrêa (PT), Raquel Muniz (PSD) e Leonardo Quintão (PMDB). A deputada Margarida Salomão suspendeu a sua campanha para participar da votação. Ela já tinha feito o mesmo no acompanhamento do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, tendo sido vista em mais de uma ocasião no plenário do Senado. De Belo Horizonte, o candidato Eros Biondini (PROS) também compareceu à sessão de segunda só para votar. Ele disputa a prefeitura da capital.

 

Grampeados

Logo após a cassação de seu mandato, Eduardo Cunha concedeu uma rápida entrevista, ocasião em que aproveitou para mandar recados. Questionou a postura do Planalto e do seu sucessor na presidência da Câmara, deputado Rodrigo Maia, acusando ambos de conspirarem contra ele. Foi além, disse que irá escrever um livro contando toda a história do impeachment com a divulgação de conversas com todos que o procuraram para tratar do assunto. Indagado se tinha grampeado seus interlocutores, Cunha foi rápido: “nada disso, tenho boa memória”. Seu sorriso, no entanto, não deixou dúvidas, deve ter feito várias gravações que, no momento oportuno, serão para sua defesa ou para desconstruir biografias.

Guilherme Arêas

Guilherme Arêas

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