Comércio aposta na última hora


Centro teve ruas cheias, mas movimento nas lojas foi aquém do esperado
No último sábado antes do Natal, as ruas do Centro de Juiz de Fora estavam tranquilas e lojas vazias. Para surpresa dos comerciantes, os juiz-foranos vão deixar para concluir as compras na última hora. Vendedora líder de uma loja de calçados femininos na Rua São João, Beatriz Nascimento, 18 anos, diz ter sentido um aumento das vendas a partir da última sexta-feira, mas o movimento ainda é tímido. “A tendência é ampliar as vendas nesses últimos dias”, comenta”, acredita.
Para completar, uma forte chuva de cerca de 20 minutos, no início da tarde, e o restante do dia nublado, contribuíram para espantar os consumidores. Sorte grande dos vendedores de sombrinhas e guarda-chuvas, que rapidamente se instalaram debaixo das marquises. Os camelôs, da Halfeld e da Marechal Deodoro também estavam com as barracas cheias, contrastando com o interior vazio de muitas das lojas centrais.
Lucimar Martins dos Santos, 44, gerente de uma perfumaria na galeria Pio X, sente que há uma queda no consumo neste período e percebe que a maioria das vendas tem sido de lembrancinhas. “O movimento está bom e contínuo, mas em relação ao ano anterior, parece menor. É fato que as pessoas preferem deixar para a última hora. Em 2013, no sábado já estávamos mais próximas de bater a meta que esse ano”, conta. De acordo com ela, é esperado que o crescimento de vendas em 2014 seja de 10% a 12%. O empresário Márcio Nogueira, 45, não contribui para esta perspectiva, já que espera gastar menos do que no ano anterior. “Não saí para fazer compras. Passo, olho e, se gostar, levo.”, afirma ele.
Suele Machado, 32, escolheu a manhã de sábado para comprar os presentes que faltavam em sua lista, e reclamava que em diversas lojas as máquinas de cartão não estavam funcionando e o atendimento foi insatisfatório. Para ela, ir às ruas esse ano foi a última alternativa, já que a maioria dos presentes comprou pela internet. “Só o que não encontrei em sites decidi comprar no Centro. Foi muito melhor assim, tanto pelo preço quanto pelo conforto”, pontua.











