Nas mãos da Executiva
A Executiva do PSDB marcou para segunda-feira a decisão sobre o candidato a vice que vai fazer parte da chapa majoritária do PMDB do prefeito Bruno Siqueira. Com a definição da data, o entendimento é que cessem, também, as muitas especulações que têm permeado o debate não só na instância tucana mas também no PMDB. Nos últimos dias, o debate se acentuou, mas a indefinição se manteve. O candidato colocado é o coronel da reserva da PM Ronaldo Nazareth, mas entra no páreo o ex-vereador Antônio Almas. Com esse impasse, a convenção peemedebista, no próximo sábado, vai ocorrer sem a presença do companheiro de chapa do prefeito, algo que se esperava ter sido resolvido antes do prazo de oficialização dos nomes.
Parcerias
O PR mantém sua rota de indefinição ouvindo vários interlocutores, mas optando por bater o martelo no apagar das luzes. O que está pegando, agora, não é mais a questão do vice, pois tal projeto já saiu de cena há algum tempo. Em pauta está a formação da chapa de candidatos a vereador. O partido busca parceiros com capacidade de viabilizar pelo menos dois ou três candidatos à Câmara, já que, isolados, poucos vão conseguir esse feito. O líder do partido, deputado Márcio Santiago, retomou conversas até mesmo com interlocutores que já estavam fora dos planos do partido, mas garantiu que não fecharia nenhum acordo esta semana.
Chico confirmado
Restando apenas definir o local, o Partido dos Trabalhadores, em plenária na última segunda-feira, bateu o martelo em torno da sua convenção. Será mesmo no dia 4 de agosto. Outra deliberação foi a confirmação da candidatura a vice-prefeito do vereador Chico Evangelista, do PROS, formalizando, assim, também, uma coligação na proporcional, antecipada pelo Painel. A deputada Margarida Salomão, desde o início, defendeu a candidatura de Evangelista por conta de seu perfil político. Na plenária, após votação, ela obteve a maioria e encerrou mais uma etapa do processo político. Agora, a campanha.
Sem alternativa
Ao participar ontem do debate na Rádio CBN, o professor e cientista político Paulo Roberto Figueira, da UFJF, manifestou a sua preocupação com os rumos da política ante a clara rejeição das ruas aos partidos e aos políticos. Para ele, a despeito de todos os vícios, ainda é o caminho de transformação, carecendo, sim, de aperfeiçoamento de tais instituições. No seu entendimento, todas as manifestações, sobretudo as de junho de 2013, se mostraram sem lideranças claras e até mesmo sem uma pauta única. Sob esse aspecto, ficou claro que é preciso, sobretudo, um ponto de mediação, que deveria se manifestar pela política. Quando não há, cresce o risco de populismo, e lembrou a eleição de Fernando Collor, em 1989, e o que ora ocorre nos Estados Unidos, com a ascensão nas pesquisas do republicano Donald Trump.






