Causa comum
Os partidos que não têm candidatura própria a prefeito estão avaliando alternativas para se fortalecerem em momentos de articulação com os políticos que irão para o projeto majoritário. Ontem, em Belo Horizonte, os deputados Antônio Jorge Marques (PSB) e Márcio Santiago (PR) e o presidente do diretório municipal do PDT, Vítor Valverde, formalizaram a decisão de caminharem juntos nas eleições de Juiz de Fora, numa aliança que terá pelo menos sete partidos como o PPS, PR, PRTB, PDT, PSDC, PMN e Solidariedade. A meta, segundo eles, é, orientados por um conjunto de princípios, se unir em torno de um candidato único a prefeito, mas não anteciparam quem seria esse nome. Como as convenções podem ser realizadas a partir do dia 20, encerrando-se o prazo no dia 5 de agosto, o tempo será curto, mas eles já têm o perfil que pretendem apresentar para consolidar a aliança.
Desapontado
Recentemente, o deputado Antônio Jorge Marques antecipou para a Tribuna o seu desapontamento com o cenário de candidatos, pois, em vez de nomes, esperava ver propostas para a cidade, com capacidade de execução e capazes de mudar o modo de se fazer política. Segundo ele, os modelos de gestão estão ultrapassados, havendo necessidade de um novo olhar sobre a política, mas não apontou quem preencheria tais condições, advertindo, já na ocasião, que o PPS levaria essa questão a sério na hora de definir o seu apoio. É provável que antes das convenções já seja possível fazer a indicação.
Pressão do grupo
A renúncia do deputado Eduardo Cunha abriu a corrida para sua sucessão na presidência da Câmara, mas vários pretendentes estão com um pé atrás por tratar-se de um mandato de apenas seis meses, próprio para concluir o tempo da atual gestão. Como o deputado Valdir Maranhão substitui, mas não sucede, é preciso fazer a eleição. O deputado Júlio Delgado (PSB), que disputou em 2014 e foi bem votado, ainda não se decidiu, mas revelou que está sendo pressionado a ir para a disputa. “Eu ainda estou vendo, mas meu nome foi colocado, e com força”, destacou. Cunha deixou a presidência mas mantém o mandato. Esse teria sido o caminho adotado para não ser cassado pelo Conselho de Ética. Os próximos dias vão dizer se valeu a pena a decisão.






