JF entre as 10 cidades com melhor velocidade 3G


Por FABÍOLA COSTA

20/02/2016 às 07h00

Juiz de Fora é o único município do interior a figurar na lista das dez cidades com melhores velocidades de download (transferência de dados) em 2G e 3G. Com velocidade média de 2,27 Mbps (megabits por segundo), o município ocupou o sétimo lugar no ranking. As outras nove são capitais. O resultado integra o relatório “O estado das redes móveis no Brasil”, lançado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e realizado pela empresa britânica de monitoramento e performance OpenSignal, que avalia o serviço de internet móvel no país e no mundo. A lista considera as 40 maiores cidades do país, sendo 20 capitais e 20 do interior.

Nos primeiros lugares da lista estão Goiânia (3,99 Mbps), Natal (3,32), Cuiabá (2,95), Belém (2,83), Recife (2,47) e Aracaju (2,45), nesta ordem. Conforme o estudo, a média nacional é de 1,97 Mbps, e este não é considerado um dado animador. A constatação da OpenSignal é que as redes móveis no país têm qualidade 23% inferior à média mundial. “É um cenário ruim para a qualidade das redes de 2G e 3G no Brasil”, sentencia o Idec. Na prática, significa que as principais operadoras do país ainda oferecem redes com qualidades inferiores nos quatro critérios avaliados: velocidade de download, upload, latência (tempo de espera para início de uma sessão de troca de dados) e tempo de cobertura (porcentagem do tempo em que o aparelho está conectado na rede).

“Apesar de um excelente desempenho em redes 4G, os consumidores ainda sofrem com velocidades de download nas redes 3G muito inferiores ao padrão mundial. Esse desempenho é ainda pior nas cidades do interior, o que reforça o alto índice de reclamação sobre internet móvel nos órgãos de defesa do consumidor em todo o país”, afirma o pesquisador em Telecomunicações do Idec, Rafael Zanatta. Ele lembra, também, que as bandas 2G e 3G são as acessadas por 75% dos usuários no país.

Para Zanatta, existem problemas de infraestrutura e investimento em capacidades de redes móveis, especialmente no interior e cidades com grande concentração populacional. “Com a expansão desse mercado no Brasil, é crucial que os consumidores exijam qualidade adequada na internet móvel e maior controle pela Agência Nacional de Telecomunicações.”