Férias coletivas na Mercedes


Por Tribuna

04/12/2015 às 07h00- Atualizada 04/12/2015 às 09h51

A Mercedes-Benz não tem previsão para implementar o Programa de Proteção ao Emprego (PPE) em Juiz de Fora. Este foi o posicionamento oficial divulgado pela montadora ontem, após a divulgação de notícias de que, para adequar a produção à baixa demanda por caminhões e ônibus, a Mercedes poderia propor a ampliação do programa já em prática na fábrica de São Bernardo do Campo. O Sindicato dos Metalúrgicos confirmou que ainda não houve discussão sobre a proposta de corte de jornada e salários na planta local.

Na fábrica paulista, onde trabalham cerca de dez mil trabalhadores, o PPE está em vigor desde setembro e prevê corte de jornada e salários em 20% (sendo 10% bancados pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT). Com isso, a fábrica opera apenas quatro dias por semana. Uma possibilidade que estaria sendo cogitada é ampliar o corte para 30% em 2016.

Segundo o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos, Fernando Rocha, está prevista para a segunda quinzena de janeiro uma reunião com a direção para discutir as medidas de contenção que serão adotadas em 2016. O diretor destacou, no entanto, que os trabalhadores da cidade contam com garantia do emprego até 30 de junho. A Mercedes, por meio de sua assessoria, reforçou que o PPE é um instrumento adotado em São Bernardo do Campo e que existe acordo prevendo estabilidade com o sindicato local, que é cumprido.

Férias coletivas

Na planta local, o setor de montagem bruta está de férias desde segunda-feira, e a turma de montagem final encerra as atividades no dia 20. As férias coletivas devem se estender por cerca de um mês, e não houve alteração no prazo acordado. Um grupo de 32 funcionários da cidade está em layoff até abril, com suspensão temporária dos contratos de trabalho.