Tecnologia cada vez mais sensível ao toque

PUBLIEDITORIAL

Soluções disruptivas representam quebra de paradigmas na Saúde

Por Tribuna

02/09/2017 às 17h40

A UCC ocupa ala cuidadosamente reformada e preparada pela Unimed Juiz de Fora no Hospital São Vicente de Paulo.

Juiz de Fora recebe todos os dias milhares de pessoas atraídas por serviços de saúde, de baixa à alta complexidade. Referência no segmento para uma macrorregião formada por 94 municípios, com população de 1,6 milhão de habitantes dos estados de Minas e Rio de Janeiro, a cidade se prepara para um salto qualitativo com a consolidação de um novo modelo de atenção que privilegia a saúde integral e o bem estar dos indivíduos, inclusive de pacientes cronicamente enfermos, tirando definitivamente o foco da doença.A mudança representa uma quebra de paradigma e coloca a cidade na vanguarda mundial do atendimento à saúde, equilibrando os indispensáveis avanços tecnológicos com o calor humano e a afetividade.Tudo na dose certa.

“Inovação, disrupção e sustentabilidade são palavras de ordem neste novo modelo”, explica a diretora de Provimento de Saúde da Unimed Juiz de Fora, Nathércia Abrão. A cooperativa médica que completa 45 anos de atuação em janeiro próximo, inaugurou, há um ano, o Unimed Cuidados Continuados (UCC), que é parte integrante da materialização deste novo conceito em saúde, mesclando, em um mesmo local, recursos só possíveis em um hospitalcom o aconchego do ambiente da própria casa. Destinado a pacientes já assistidos no programa de Atenção Domiciliar, o Unimed Cuidados Continuados é a extensão do acompanhamento da equipe multidisciplinar nos casos em que o quadro do paciente se agrava a ponto de necessitar internações clínicas ou cirúrgicas de baixa e média complexidade, assim como cuidados paliativos.

“Inauguramos a primeira Unidade de Cuidados Continuados (UCC) para suporte em eventuais internações dos clientes em monitoramento domiciliar. Este é o modelo de humanização que será adotado em todos os serviços próprios da cooperativa.” (Hugo Borges, presidente da Unimed)

“Antes da UCC, havia uma ruptura, uma fragmentação no atendimento, porque os pacientes da Atenção Domiciliar eram encaminhados para os hospitais tradicionais e assistidos por outras equipes médicas que desconheciam seu histórico, sua rotina familiar, sua história de vida. Na UCC, a mesma equipe multiprofissional, formada por médico, enfermeiro, psicóloga, fonoaudióloga, fisioterapeuta, nutricionista, técnico de enfermagem e assistente social, que faz o atendimento na casa do paciente, é a que o atende no ambiente hospitalar”, conta a gestora do espaço Viver Bem da Unimed Juiz de Fora, Juliana Albuquerque. “Por isso, nem usamos os termos internação e alta. Nós falamos em transferência da casa para a UCC e vice-versa”, acrescenta.

“Os resultados desta inovação são evidentes. Nos hospitais tradicionais, o paciente, geralmente idoso, fica, em média, 13 dias internado, sendo submetido a exames e procedimentos que prolongam sua permanência, fragmentando o cuidado. Na Unimed Cuidados Continuados, a média de internação é de cinco dias”, observa o gerente de Provimento de Saúde, Bruno Esteves.


O geriatra Francisco Pereira, da UCC, segura a mão de paciente enquanto conversa com a família sobre as alternativas de tratamento.

“O ambiente hospitalar, por si só,já deixa o idoso mais confuso. Ele perde suas referências. Se a gente não o transfere no momento em que está bem para ir para casa, ele começa a ficar mais agitado e a necessitar de novas intervenções. Por isso, é importante ter sensibilidade para perceber este momento. Como podemos continuar o tratamento na residência, a melhora das condições gerais de saúde é visível”, explica a enfermeira Roberta Benini, que atua na UCC e na Atenção Domiciliar. Antes da UCC, confessa, os pacientes voltavam da internação em hospitais tradicionais muito mais debilitados, exigindo dos profissionais de Atenção Domiciliar novos recomeços no tratamento. Por isso, a nova unidade da Unimed “é como a realização de um sonho para a equipe”, acrescenta Juliana Albuquerque.

A atenção que conforta a família, o paciente e a equipe médica

“O atendimento na Unimed Cuidados Continuados, por ter uma abordagem mais humanizada, faz com que o paciente sinta mais aconchego, e, a família, inserida no tratamento, pode participar das decisões da equipe médica. Apesar de ser uma experiência difícil, essa abordagem ameniza o sofrimento”. É o que afirma a professora Elaine Furtado, filha do aposentado Nelson Furtado que apresenta quadro crônico de constipação intestinal e já utilizou os serviços da UCC.

Para oferecer todo esse aconchego, a equipe multidisciplinar se reúne semanalmente para discutir o caso de cada um dos 1.050 pacientes inscritos no programa de Atenção Domiciliar.  A condução do tratamento, no entanto, não se restringe à avaliação da equipe médica liderada pelo geriatra Francisco de Assis Pereira. As famílias bem como os pacientes, quando estão em condições de fazê-lo, são incluídos na tomada de decisão.


Idealizadora do programa, Nathércia Abrão define qualidade em medicina: “Fazer o que o paciente precisa”.

“Nós apresentamostodas as opções disponíveis para o cuidado necessário ao paciente, inclusive a própria transferência para a UCC. Nada é obrigatório ou imposto. A decisão final sempre cabe à família”, explica a gestora Juliana Albuquerque. Ela acrescenta que também o médico assistente é sempre chamado à participação. O princípio é simples. Quanto mais familiar for o entorno do paciente, melhor para sua qualidade de vida, mesmo e, principalmente, se estiver sobre cuidados paliativos, diante de doença incurável. “Parafraseando o professor Gonzalo Vecina, qualidade em medicina é fazer para o paciente o que precisa ser feito, no tempo certo e com o recurso adequado. Nem mais, nem menos”, completa a diretora de Provimento de Saúde,Nathércia Abrão.

Se há flexibilidade na tomada de decisão para o tratamento do paciente na UCC, o mesmo se dá em relação aosprotocolos de visita, à entrada de amigos e familiares e ao número de acompanhantes no quarto.Na unidade, tudo é possível se for para trazer ganhos efetivos ao paciente. Por isso, não são incomuns reuniões dos familiares na sala de convivência e festinhas de aniversário. Afinal, as velinhas do bolo sempre motivam mais um sopro. De vida.

 

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