Morreu, na noite de terça-feira (22), o advogado, jurista e professor, José Antônio Cúgula Guedes. O ex-professor e diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) foi vítima de um infarto, e completaria 82 anos no dia 21 de novembro.
O corpo está sendo velado nesta quarta-feira (23), desde às 7h, na Capela 2 do Cemitério Parque da Saudade. O sepultamento será nesta quarta, no mesmo local, às 16h.
Formou-se em Direito pela UFJF em 1967, e se especializou em Direito Internacional e Direito do Trabalho pela Universidade de Nova York, no ano seguinte. Foi professor de Direito do Trabalho e Filosofia do Direito na UFJF de 1970 a 1998, e diretor da faculdade de 1994 a 1998. Também lecionou na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais Vianna Júnior.
O advogado também já foi Conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) seção Minas Gerais, era membro efetivo da “Société Internationale de Droit du Travail et de la Securité Sociale” – com sede em Genebra, na Suíça –, e teve um título de Cidadão Benemérito da cidade de Juiz de Fora outorgado pela Câmara Municipal em 1995.
Foi autor de diversos pareceres de Direito Internacional do Trabalho, do livro Manual Prático de Direito do Trabalho, publicado pela Companhia Editora Forense e co-autor da obra “Curso Prático de Direito do Trabalho”, pela Editora América Jurídica.
O genro e sócio, Joaquim Moraes Júnior, declarou que o tinha como um segundo pai: “Um homem íntegro, de conduta ilibada e senso de justiça diferenciado. Um excelente marido, um excelente pai, um excelente sogro, um avô incomparável. Uma daquelas figuras de que, certamente, Juiz de Fora e o mundo jurídico vão sentir muita falta. Merece todas as homenagens, uma pessoa de caráter fora do comum”.
A Arquidiocese de Juiz de Fora publicou nota, manifestando pesar pelo falecimento, já que ele era pai da advogada que presta assessoria jurídica à Instituição: “Pedimos a Deus que acolha José Antônio em sua morada eterna e conforte o coração de todos os que sofrem com sua partida. Confiantes na promessa da ressurreição, elevamos nossas preces, pedindo ao Senhor que lhe conceda o descanso eterno e faça brilhar sobre ele a sua luz”.
Ele também deixa o filho Carlos Eduardo, advogado que representa a Tribuna de Minas.
A OAB subseção Juiz de Fora também publicou uma nota de pesar: “Lamentamos profundamente o ocorrido e oferecemos aos familiares nossas condolências, bem como nossos mais estimados préstimos”.

