Os comentários dos leitores sobre as matérias publicadas nos jornais são um ótimo indicador de aprovação ou reprovação das ações ou inações praticadas por todos os segmentos da sociedade. A classe política, com toda certeza, se não tem, deveria ter muito interesse em ler com atenção as entrelinhas do que as pessoas estão escrevendo sobre os erros e acertos da administração pública.
Três anos de governo se passaram, e o município, no que se refere à mobilidade pública, continua inerte. Nada de novo, e os projetos viários de construção de viadutos, trincheiras, pontes e novas vias continuam engavetados, enquanto a cidade vai cada vez mais se aproximando de níveis de serviço insustentáveis, indesejáveis, caóticos.
O sistema de transporte público, de sofrível qualidade, continua penalizando a população: ônibus lotados, longa espera em pontos sobrecarregados, intransitáveis e mal-dimensionados, irregularidade de horários, grosseria e despreparo profissional dos motoristas e trocadores e muitas outras mazelas.
Promovidas pelo legislativo, as audiências públicas até buscam solução para os problemas e demandas da sociedade, mas não resolvem as questões propostas. Nesse sentido, inócua a discussão sobre os problemas de trânsito da Rua Bernardo Mascarenhas, da Avenida Brasil, da Rua São Mateus, da Avenida independência, da Avenida dos Andradas. A cidade é que está ficando caótica e incapaz de atender à demanda gerada pelo seu próprio crescimento, e isto, convenhamos, não se resolve da noite para o dia.
A engenharia de tráfego pressupõe projetos viários que devem ser executados paulatinamente, mas em ritmo constante. Sob esse aspecto cabe perguntar: quando é que serão cumpridas as promessas de campanha no que se refere a esses importantes, necessários e urgentes projetos?
