Muito se tem falado sobre saúde no Brasil, e um dos itens em destaque é o atendimento que os hospitais públicos e privados têm prestado aos pacientes que deles necessitam. O Brasil possui em torno de 6.300 hospitais para uma população de 200 milhões de habitantes. Muito importante seria se os seus gestores trabalhassem com afinco a fim de acreditá-los como consequência de sua organização, do conhecimento das estratégias, dos processos e da elevação da qualidade de atendimento aos usuários.
O somatório dessas ações gerará reflexos positivos na qualidade assistencial, na segurança do paciente e na sustentabilidade, destacando a sustentabilidade econômico-financeira. Infelizmente, no Brasil, apenas cerca de 200 hospitais encontram-se nessa posição favorável; por outro lado, nos EUA praticamente 100% deles são acreditados. Grande parte de nossos hospitais são entidades absolutamente focadas na entropia, que é exatamente o caminho da desorganização.
Atualmente, os hospitais públicos são responsáveis pelo atendimento de 150 milhões de pessoas, enquanto os privados atendem em torno de 50 milhões, de que matematicamente se conclui que os governos federal, estadual e municipal deveriam dar mais ênfase a esse assunto. Soma-se a isso tudo o triste dado de que, enquanto o setor privado contribui com 60% da verba para a saúde, o público contribui com apenas 40%. É um disparate muito grande….Daí a dependência de grande parte da população dos onerosos planos de saúde, solapando ainda mais os parcos salários recebidos pelas famílias brasileiras.
Paralelamente aos fatos narrados, tem-se que destacar que a nossa população tem envelhecido com mais facilidade, favorecendo o surgimento das doenças crônicas, sem deixarmos de conviver com as agudas. Temos hoje um percentual bastante elevado de cidadãos e cidadãs acima de 60 anos. Hoje isso está em torno de 4% da população, mas acredita-se que em 2030 estaremos com o dobro, lembrando que a nossa população é de 200 milhões.
Finalmente, é necessário um esforço mútuo, público e privado, a fim de garantirmos ao povo brasileiro uma assistência hospitalar digna, que satisfaça as partes envolvidas. Assim, poderemos vislumbrar em épocas futuras mais dignidade no atendimento à população, concordando com o que preconiza a nossa Carta Magna.
