A vida nem sempre é sobre crescer, às vezes precisamos diminuir. No processo de maturidade, muito se fala sobre a necessidade de crescimento, tanto pessoal quanto o que é imposto a nós no decorrer da vida. Mas será que a maturidade é apenas sobre crescimento? Diversas conquistas podem ser o que socialmente chamamos de “perdas”. O ego é uma armadilha que se enquadra nessa opinião surgida num banho matinal.
O famoso “abaixar a bolinha” é uma conquista e tanto e necessita de muita terapia e tombos da vida, não necessariamente nessa ordem. E isso dá mais liberdade, inclusive, para sermos nós mesmos. Diminuir-se para entender o seu tamanho perante o universo é um exercício cruel e que vai contra muitos discursos de “não se diminua para caber”.
A realidade é que somos pequenos, ponto. Um grão de areia na praia, um pontinho no Universo, dentre outros clichês reais. É óbvio (nem tão óbvio assim) que não devemos deixar de ser quem somos para caber em caixas e padrões impostos, mas para ser a melhor versão de nós mesmos, para nós mesmos, é necessário o exercício de diminuição da importância.
Assumir a insignificância dos seus problemas perante problemas alheios, de falas que são repetidas e autojulgadas à exaustão após uma conversa no bar (que deveria ser relaxante), entender que o amigo está ocupado demais com a própria vida para responder imediatamente no WhatsApp (e isso não é falta de amor), dentre outras coisas que nos levam a pensar: relaxa um pouco! Está todo mundo preocupado com o próprio desempenho. Foca no seu! Crescer também é sobre diminuir a própria importância.
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