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As desigualdades

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O jornal Tribuna de Minas cada vez mais se esmera no alto conteúdo de suas reportagens e, no dia 18 de setembro, conseguiu apresentar os dois extremos: a condição sub-humana em que uma criança sobrevive no Bairro Olavo Costa e a riqueza da Câmara Municipal de Juiz de Fora adquirindo quatro carros de luxo.

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Se observarmos atentamente a paisagem urbana de nossa cidade, tantas outras crianças que perambulam pelas ruas se encontram na mesma situação: fome, famílias desajustadas, violência, alcoolismo, drogas ilícitas e lícitas. É uma situação de total abandono que desestrutura qualquer infância.

Por outro lado, nossos vereadores querem substituir carros já bem rodados por outros mais novos. Adquirir veículos novos para evitar gastos com altas manutenções é uma atitude louvável, visto que acaba saindo mais caro, mas se torna questionável avultar o gasto público com muito luxo, já que o dinheiro que eles estão gastando sai do bolso do contribuinte que paga impostos e que geralmente vai de ônibus de casa para o serviço e vice-versa, através de um transporte público que mais se parece com uma lata de sardinha.

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As desigualdades se acentuam à medida que os políticos do nosso país tomam atitudes que seguem pela contramão de uma sociedade ávida por justiça social, por uma segurança pública de qualidade, por uma educação pública justa para os professores e alunos, por uma saúde pública eficaz e eficiente que honre o cidadão, evitando que o mesmo permaneça agonizando na fila por longas horas e por um saneamento básico, capaz de lhe proporcionar água tratada e recolhimento de esgoto.

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Infelizmente ainda falta muita seriedade! Quase sempre o que é público se torna privado, e acabamos por patrocinar passeios ao exterior, carros de luxo, diárias em motel, salários de governantas e motoristas, gastos abusivos de combustíveis, altos subsídios para os nossos agentes políticos e, por fim, a ganância da classe política em aumentar o número de cadeiras nas câmaras municipais, com o falso propósito de melhorar a representatividade do povo.

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A desigualdade social é responsabilidade de todos por estar constituída de elementos políticos, econômicos e culturais próprios de uma região. Segundo o IBGE, estes números se reduziram em comparação com o passado, mas ainda há muito para ser feito.

Nosso país é muito extenso, nossos políticos são míopes, e as desigualdades envergonham as pessoas honestas e éticas!

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