Planejar é uma arte. Dessa afirmativa deveriam ter conhecimento os empresários desenfreados que se lançam no mercado com a convicção de que um pouco de bagagem somado a um pouco de investimento são as sementes de uma administração de sucesso. O planejamento é uma ponte entre o sonho e a ação. Não basta apenas sonhar, sabemos. O verdadeiro empreendedor põe a mão na massa, sim, mas com muita segurança em suas ações – os chamados riscos calculados.
Segundo uma pesquisa do Sebrae, hoje 46% das empresas que abrem no Brasil fecham suas portas em dois anos. O motivo? Faltam objetivos, direcionamento, pesquisa e comunicação – geralmente colocada lá embaixo na lista de prioridades. Na cidade, observa-se o abre e fecha frequente de negócios aparentemente charmosinhos e interessantes. O grande vilão, ou melhor, a falta dele, não está na aparência, está na gaveta: o planejamento.
A dificuldade perceptível está em torno da autossuficiência. Temos, em Juiz de Fora, profissionais famintos por desafios e oportunidades, especialistas em áreas essenciais para o andamento de um negócio, mas não convocados. O time não pode gastar com consultas. E, depois, esse investimento, que poderia ter nascido da consciência por organização, qualidade e segurança, é dobrado – só que em dívidas. Falta visão às organizações, e talvez mais poder de apresentação e argumentação a esses profissionais.
Nada neste mundo é baseado na certeza; arriscar é preciso para sair da inércia. Porém, como na vida pessoal, planejar uma empresa e seu funcionamento é uma ação essencial para seu desenvolvimento. No cotidiano, funcionários empenhados são aqueles que sabem onde a organização quer chegar e o que eles precisam realizar para o sonho se concretizar. E clientes satisfeitos são aqueles que vão até a empresa pela eficiência de sua comunicação, e atendidos com qualidade e comprometimento – hoje, um diferencial, uma vez que dificilmente é cumprido o que é combinado com o consumidor.
Planejamento não significa engessar um projeto. Ele é uma arte totalmente flexível, e precisa inclusive ser avaliado e alterado constantemente. Consiste em um alvo, um caminho necessário para começar e seguir em frente. Que essa cultura de planejar chegue à mente de tantos empresários com boas ideias para que a cidade ganhe a cada dia: em bons estabelecimentos, em mercado promissor, em evolução.
